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Título: A exposição única ao contaminante ambiental tributilestanho induz disfunção endotelial e estresse oxidativo em aorta
Autor(es): Santos, Gersica de Almeida Correia
Orientador: Stefanon, Ivanita
Coorientador: Ribeiro Júnior, Rogério Faustino
Data do documento: 27-Set-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: INTRODUÇÃO: Os organoestanhos como o tributilestanho (TBT) são contaminantes ambientais com efeito citotóxico. Animais expostos cronicamente ao TBT apresentam disfunção da reatividade vascular associada ao aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (EROs). O objetivo deste estudo foi investigar o efeito de uma única exposição ao TBT. A reatividade vascular de anéis isolados de aorta de ratas foi avaliada 24 horas após a exposição a uma dose única de TBT (500 ng/kg) por gavagem. METODOLOGIA: Ratas Wistar (240-260 g) foram divididas nos grupos controle (CT), e expostas a dose única de TBT. A aorta foi isolada e cortada em anéis, que foram imersos em solução de Krebs submetidos à curva concentração resposta da fenilefrina (FE), L-NG-nitroarginina metil ester (L-NAME), Apocinina, Tiron e Losartan. A resposta vasodilatadora foi avaliada através do relaxamento de doses crescentes de Acetilcolina (ACh). Além disso, foi medida a presença de EROs através da intensidade da fluorescência produzida pela oxidação do dihidroetideo (DHE). Os dados foram expressos como média ± EPM e analisados por ANOVA 2 vias ou teste t não pareado com significância de p<0,05. Os devidos protocolos foram aprovados pela Comissão de Ética em Experimentação Animal UFES (Protocolos 27/2016). RESULTADOS: Os anéis de aorta do grupo TBT apresentaram redução da sensibilidade (pD2) e da resposta máxima (Rmáx) a ACh (pD2 TBT: 6,37 ± 0,27* vs CT: 7,3 ± 0,25; Rmáx TBT: 77 ± 5,18* vs CT: 92,9 ± 1,88*; *p < 0,05 vs CT), e aumento da resposta máxima e da sensibilidade a FE (Rmáx: TBT: 142 ± 7,2** vs CT: 110 ± 4% KCl, ** p < 0,01; pD2: TBT: 7,68 ± 0,08* vs CT: 7,19 ± 0,13 % KCl, *p < 0,05 vs CT). A incubação dos anéis de aorta com LNAME aumentou a reatividade a FE em ambos os grupos (Rmáx TBT: 142,2 ± 7,2 vs TBT L-NAME: 175 ± 7,8# e CT: 110 ± 4 vs CT L-NAME: 165,7 ± 8,6** % KCl, # p < 0,05 vs TBT; ** p < 0,01 vs CT). Entretanto, a área abaixo da curva (dAUC %) foi menor no grupo TBT vs CT (CT: 52,4 ± 4,61 vs TBT: 35,8 ± 4,31* p < 0,05). A resposta máxima a FE foi reduzida no grupo TBT após incubação com Apocinina, Tiron, Catalase e Losartan (TBT: 142 ± 7,2 vs TBT APO: 102,9 ± 5,42# #; TBT TIRON: 104,3 ± 9,3# #; TBT Catalase: 89,16 ± 9,65# #; TBT LOS:101,8 ± 7,38# # % KCl; # # p< 0,01 vs TBT). A aorta dos animais expostos ao TBT apresentaram aumento de EROs. CONCLUSÃO: Concluímos que 24 h após a exposição a uma única dose de TBT 500 ng/kg, causa disfunção endotelial, aumento da resposta asoconstrictora a fenilefrina e redução da resposta vasodilatadora a acetilcolina que parece ser mediada pelo estresse oxidativo vascular.
INTRODUCTION: Organotins such as tributyltin (TBT) are environmental contaminants with a cytotoxic effect. Animals chronically exposed to TBT have vascular reactivity dysfunction associated with increased production of reactive oxygen species (ROS). The aim of this study was to investigate the effect of a single exposure to TBT. Vascular reactivity of isolated female rat aorta rings was evaluated 24 hours after exposure to a single dose of TBT (500 ng / kg) per gavage. METHOD: Wistar rats (240-260 g) were divided into control (CT) groups, and exposed to a single dose of TBT. The aorta was isolated and cut into rings, which were immersed in Krebs solution submitted to the concentration response curve of phenylephrine, LNG-nitroarginine methyl ester (L-NAME), Apocynine, Tiron and Losartan. The vasodilatory response was assessed by relaxing the increasing doses of Acetylcholine (ACh). In addition, the presence of ROS was measured by the intensity of the fluorescence produced by the oxidation of the dihydroetide (DHE). Data were expressed as mean ± SEM and analyzed by 2-way ANOVA or unpaired t-test with significance of p <0.05. The protocols were approved by the Ethics Committee on Animal Experimentation UFES (Protocols 27/2016). RESULTS: The aortic rings from the TBT group showed reduction of sensitivity (pD2) and the maximum response (Rmax) to ACh (pD2 TBT: 6.37 ± 0.27 * vs CT: 7.3 ± 0.25; Rmax TBT: 77 ± 5,18 * vs. CT: 92.9 ± 1.88 *, * p <0.05 vs CT), and increased maximal response and phenilefrine sensitivity (Rmax: TBT: 142 ± 7.2 ** vs CT : 110 ± 4% KCl, ** p <0.01; pD2: TBT: 7.68 ± 0.08 * vs. CT: 7.19 ± 0.13% KCl, * p <0.05 vs. CT). A incubation of the aortic rings with L-NAME increased the reactivity to phenilefrine in both groups (Rmax TBT: 142.2 ± 7.2 vs TBT L-NAME: 175 ± 7.8 # and CT: 110 ± 4 vs. CT LNAME: 165 , 7 ± 8.6 **% KCl, # p <0.05 vs TBT, ** p <0.01 vs CT). However, the area under the curve (dAUC %) was lower in the TBT vs CT group (CT: 52.4 ± 4.61 vs TBT: 35.8 ± 4.31 * p <0.05). The maximum response to phenilefrine was reduced in the TBT group after incubation with Apocinin, Tiron, Catalase and Losartan (TBT: 142 ± 7.2 vs TBT APO: 102.9 ± 5.42 # # TBT TIRON: 104.3 ± 9, TBT: 101.8 ± 7.38 % KCl; # # p <0.01 vs TBT). ROS was increased in the aorta of the animals exposed to TBT. CONCLUSION: We conclude that 24 hours after exposure to a single dose of 20 500 ng / kg TBT causes endothelial dysfunction, increase in the vasoconstrictor response to phenylephrine and a reduction in the vasodilatory response to acetylcholine that appears to be mediated by vascular oxidative stress.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10577
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