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dc.contributor.advisorSilva, Otávio Guimarães Tavares da-
dc.date.accessioned2016-08-29T15:35:16Z-
dc.date.available2016-07-11-
dc.date.available2016-08-29T15:35:16Z-
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/4633-
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santopor
dc.subjectOlympic Gameseng
dc.subjectDramatizationeng
dc.subjectIdentityeng
dc.titleNarrativas identitárias do nacional nos Jogos Olímpicos de Inverno Vancouver 2010por
dc.typemasterThesisen
dc.subject.udc796-
dc.subject.br-rjbnOlimpíadaspor
dc.subject.br-rjbnComunicação de massapor
dcterms.abstractA interconexão entre o esporte e os meios de comunicação é parte constitutiva do interesse geral do presente estudo no objetivo de analisar as narrativas da identidade brasileira no contexto de um megaevento esportivo: os Jogos Olímpicos de Inverno (JOI). O esporte assume significados específicos em diferentes contextos. Nesse sentido, os JOI – ―um mundo estranho para os brasileiros‖ – potencializam a discussão sobre as narrativas do nacional que abrangem a complexidade formativa e as formas de sociabilidade que marcam a identidade brasileira. De maneira específica, esta pesquisa dá continuidade ao trabalho desenvolvido por Tavares, Soares e Bartholo (2007a, 2007b) que analisaram a cobertura da participação brasileira, pela mídia impressa, nas edições dos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City (2002) e Turim (2006), respectivamente. Embora importantes, as interpretações dos códigos textuais não são suficientes para alcançar as elaborações discursivas sobre a identidade que ocorrem em outros momentos do processo comunicativo. Nesse sentido, a questão de investigação nesta análise envolve a complexidade das narrativas da identidade brasileira a partir da mídia impressa, do discurso dos atletas brasileiros e das atitudes e reações do público presente em um contexto específico. O levantamento das informações e dados perpassou: (1) a seleção, arquivamento e análise de reportagens da mídia impressa; e (2) o trabalho de campo desenvolvido durante os Jogos Olímpicos de Inverno (que se subdivide na observação direta do contexto e na realização de entrevistas guiadas com atletas brasileiros que participaram dos JOI de Vancouver 2010). Foram utilizados os impressos O Globo (OG) e Folha de São Paulo (FSP) – pois, ambos são de circulação nacional e influentes no Brasil –, bem como a cobertura de um impresso canadense, o The Globe and Mail. Constatou-se que os atletas não foram as referências ou elo de identificação entre o Brasil e os Jogos de Inverno nas narrativas midiáticas. A recente conquista do direito de sediar os Jogos de verão 2016 pela cidade do Rio de Janeiro influenciou diretamente a construção das narrativas do nacional no emolduramento da mídia brasileira sobre os Jogos de 2010. É uma característica comum às narrativas do FSP e do OG o deslocamento da cobertura midiática da dimensão esportivo-competitiva do evento para a experiência organizacional mediada por autoridades do esporte, ao passo que dramatiza-se uma relação de igualdade entre o Brasil e os países denominados desenvolvidos. Nota-se, porém, que os atletas entrevistados engendraram narrativas que demonstraram uma oscilação no que se refere às construções identitárias, ou seja, por um lado assumiram o ―papel‖ de representantes do nacional – que a partir de sua participação dramatizam uma relação de igualdade, colocando o Brasil ―entre as grandes nações‖ – e, ao mesmo tempo, descreveram a sociedade que representam a partir de códigos que remetem ao pólo tradicional do sistema (o simples, o natural em oposição ao contexto moderno e tecnológico dos JOI). Em um mundo tão fluidamente interconectado, os Jogos Olímpicos se constituem como uma performance cultural, ou seja, um ―palco‖ (MacALOON, 1984) que permite a compreensão sobre como os povos e nações criam, definem e celebram as suas identidades, assumem e escolhem representações. O caso brasileiro nos JOI perpassou discursos que parecem bem demarcados na perspectiva do ritual, do festival, do jogo e do espetáculo.por
dcterms.abstractThe interconnection between the sport and the media is part of this study general aim in order to analyze the narratives of Brazilian identity in the context of a sporting mega event: the Olympic Winter Games (OWG). Sport takes on specific meanings in different contexts. In this sense, the OWG - "a strange world to Brazilian" - leverage national narratives discussion that encompasses the complex formation and forms of sociability that mark Brazilian identity. Specifically, this research continues Tavares, Bartolo and Soares (2007a, 2007b) work which analyzed the printed media coverage about Brazilian participation in previous editions of the Winter Olympics in Salt Lake City (2002) and Turin (2006), respectively. While important, the codes textual interpretations are not enough to achieve the discursive elaborations on the identity that occur at other moments of the communicative process. In this sense, the research question that motivated this analysis involves the complexity of the narratives of Brazilian identity from the printed media, the discourse of Brazilian athletes and the audience‘s attitudes and reactions in a specific context. The information and data collection passed over: (1) the selection, analysis and archiving of articles in printed media, and (2) field work conducted during the Winter Olympics (which falls on direct observation of the context and implementation of guided interviews with Brazilian athletes who participated in the Vancouver 2010 Games). We used as sources the printed newspaper O Globo (OG) and Folha de São Paulo (FSP) - because both are of national circulation and influence in Brazil - as well as coverage of a Canadian printed newspaper, The Globe and Mail. It was found that athletes were not the references or identification link between Brazil and the Winter Games in media narratives. The recent achievement of the right to host the Summer Games in 2016 by the city of Rio de Janeiro directly influenced the construction of national narratives in the Brazilian media framing about the 2010 Games. It is a common feature of FSP and OG narratives the shift in media coverage from the sport-competitive event to the organizational experience mediated by sporting authorities, while dramatizing a relationship of equality between Brazil and the countries known as developed. However, the interviewed athletes engendered narratives that demonstrated an oscillation in relation to identity construction, i.e., they first assumed the "role" of national representatives - that dramatize Brazil‘s participation through an equality perspective, placing Brazil "among the greatest nations" - and at the same time, they described the society they represent with codes that refer to the traditional pole system (the simple and natural in opposition to the modern and technological context of OWG). In an interconnected world the Olympics are set up as a cultural performance, i.e., a "stage" (MacALOON, 1984) that allows the understanding of how people and nations create, define and celebrate their identities, assuming and choosing representations. The Brazilian case in JOI pervaded speeches that seem well demarcated from the perspective of ritual, festival, gaming and entertainment.eng
dcterms.alternativeNational identity narratives in the olympic winter games Vancouver 2010eng
dcterms.creatorSantos, Doiara Silva dos-
dcterms.formatText-
dcterms.issued2011-04-29-
dcterms.languagePor-
dcterms.subjectIdentidadepor
dcterms.subjectJogos Olímpicospor
dcterms.subjectDramatizaçãopor
dc.publisher.countryBRpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação Físicapor
dc.publisher.initialsUFESpor
dc.subject.cnpqEducação Físicapor
dc.publisher.courseMestrado em Educação Físicapor
dc.contributor.refereeBorges, Carlos Nazareno-
dc.contributor.refereeMattos, Luiz Fernando Rojo-
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