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Título: A organização do trabalho e a saúde dos gerentes bancários em uma instituição no Estado do Espírito Santo
Autor(es): Bubach, Rosana
Orientador: Castro, Denise Silveira de
Coorientador: Barros, Maria Elizabeth Barros de
Palavras-chave: Saúde do trabalhador
Organização do trabalho
Gerentes bancários
Worker´s health
Work organization
Health
Bank managers
Data do documento: 15-Dez-2006
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Resgata as transformações nas relações de trabalho na atualidade, provenientes em grande parte do processo de reestruturação produtiva, e que assolam os trabalhadores, precarizam o trabalho e fomentam o desemprego. Destaca o sistema bancário nacional, que sofre mudanças como a segmentação da clientela, a diversificação de produtos destinados à venda e a incorporações de novas tecnologias, colaborando para a intensificação do processo de trabalho, flexibilização da jornada e acentuada redução salarial, dentre outros agravos, e exige um trabalhador mais qualificado, polivalente. Objetiva analisar a relação entre a organização do trabalho bancário e a saúde desses trabalhadores, mais especificamente dos gerentes de relacionamento e atendimento de um determinado banco estatal no Estado do Espí­rito Santo. Foca os trabalhadores gerentes por conta da inquietação em frente à extensa jornada de trabalho, ao excesso de tarefas a desempenhar com gestão, atendimento a clientes e atingimento de metas, à responsabilização pelas operações e, ainda, ao caráter de mobilidade/instabilidade que vivenciam por ocupar uma função de confiança. Trata-se de uma pesquisa de campo, qualitativa e de cunho exploratório. Conhece a atividade de trabalho dos gerentes de relacionamento e atendimento, por meio de entrevistas semi- estruturadas com cinco trabalhadores e retorna a cada um destes mais de uma vez, conforme a necessidade de esclarecimentos. As questões norteadoras buscam abranger temas como: o que é ser gerente; a relação entre o trabalho prescrito e o trabalho real; o fazer do trabalho e a vida de maneira geral, buscando uma articulação entre a atividade do gerente e a sua saúde, ou seja, sua capacidade de ultrapassar o normal momentâneo e estabelecer novas normas. A discussão e análise dos dados produzidos dão-se a partir das contribuições do Campo da Saúde do Trabalhador, considerando a concepção de saúde proposta por Canguilhem, e os conceitos da abordagem ergológica, entendendo que toda situação de trabalho é singular e precisa conhecer o curso da experiência dos trabalhadores. Ressalta, a partir desses atores, que ser gerente remete a uma intensa mobilização e a um total engajamento diante da principal prescrição imposta: cumprir as metas. Para tanto, os gerentes são controlados e sentem-se ameaçados, o que gera medo e obstaculiza a expressão do sofrimento e das renormatizações. Por outro lado, também resistem à dominação e buscam sentido num cotidiano que carece de enfrentamentos, negociações e constantes (re)invenções.
It rescues the transformations in the present work relationships, most of them came from productive restructuring process, sinking their workers, putting the work as if it was weak and promote the unemployment. It emphasizes the national bank system that suffers with changes such as client segmentation, diversification of products which were made specially to be sold and incorporation of new technologies. This contributes to intensify the work process, to make work-time more flexible and a considerable salary reduction, among other problems, it also demands a more qualified, polyvalent worker. Thus, this study has as a main goal to make an analysis between the bank work organization and their workers health, mainly talking about the relationship of managers with their front desk workers in a specific estate bank in Espírito Santo. It focus on the manager workers because of their behavior in front of the too long hours of work; the excessive number of tasks to be developed like the customer service and the achievement of goals; the responsibility for the operations and also in the mobility/instability of the personality of each person, that are experienced by the fact of staying in trustable function. It is related to a field, qualitative and exploratory research. It knows the manager’s worker related to their front desk people, by semi-structured interviews with five workers and returns to talk with one of them considering the necessity of further clarification. The main questions intend to cover topics here are: what is it like to be a manager; the relation among the written and real work, how to work and the life in a general manner, looking for an articulation between the manager’s activities and his or her health, i.e., his or her abilities to overcome the moment situation and to set new rules. The discussion and analysis of the collected data are given by the contributions of the Worker’s Health Field, considering the meaning of health purposed by Canguilhem’s and the concepts of the ergologic approach, understanding that each work situation is unique and that is necessary to know the workers experiences’. It emphasizes, from these actors, that to be a manager has to take into consideration the intensive mobilization and the completely engagement in front of the main imposed assignment: to achieve the goals. By this reason, managers are controlled and feel themselves threatened, resulting in fear and obstacles to express the sufferings and restandardization. On the other hand, managers also resist to the domination as well as they search for a sense in an everyday routine with many lacks confrontations, negotiations and constant (re)inventions.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5374
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