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Título: Qualidade de vida dos agentes comunitários de saúde da estratégia saúde da família do município de Vitória-ES
Autor(es): Landeiro, Graziela Macedo Bastos
Orientador: Oliveira, Elizabete Regina Araújo de
Data do documento: 30-Set-2009
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: LANDEIRO, Graziela Macedo Bastos. Qualidade de vida dos agentes comunitários de saúde da estratégia saúde da família do município de Vitória-ES. 2009. 93 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2009.
Resumo: Os agentes comunitários de saúde (ACS) no desenvolvimento do seu trabalho estão suscetíveis á desgates físicos e psicológicos que podem comprometer sua qualidade de vida bem como a qualidade do serviço prestado à comunidade. Com o objetivo de identificar fatores sociodemográficos associados a qualidade de vida (QV) dos ACS da estratégia saúde da família do município de Vitória-ES, foi realizado um estudo descritivo e analítico de corte transversal com abordagem quantitativa, do qual participaram 241 ACS. Foram analisadas variavéis sociodemográficas através de um questionário semi-estruturado baseado no Instituto Brasileiro de Geografia e o questionário WHOQOL-Bref para a avaliação da qualidade de vida. Os ACS do Município de Vitória- ES foram caracterizados como maioria do sexo feminino, prevalecendo a faixa etária de 30 a 39 anos; casados, ensino médio completo, da raça/cor parda e possuíam religião. Em relação à QV os ACS avaliaram-na como boa. Os domínios físico, relações sociais e a avaliação global foram os que apresentaram maior pontuação máxima enquanto o domínio meio ambiente foi o que apresentou menor pontuação. As facetas do domínio meio ambiente: ambiente físico (poluição/ruído/trânsito/clima); recursos financeiros (salário); oportunidades de adquirir novas informações e habilidades e oportunidades de recreação/lazer foram os que tiveram menores escores. No presente estudo, a chance dos profissionais terem baixa qualidade de vida foi associada significativamente, em todos os domínios, com a região de saúde onde os ACS trabalhavam, com maior risco para os que trabalhavam na região de saúde do Centro. Os agentes comunitários que apresentaram maior risco de ter baixa qualidade de vida no domínio físico foram os que estavam trabalhando na região de saúde de São Pedro. No domínio psicológico os que trabalhavam na região de saúde do Centro; não possuíam religião e que tinham entre 30 a 39 anos. Com relação ao domínio relações sociais os ACS que apresentaram maior risco foram os que trabalhavam na região de saúde do Centro e apresentavam estado marital separado e por fim no domínio meio ambiente os que trabalhavam na região de saúde de São Pedro, possuíam estado marital viúvo e de etnia parda. Considerando a importância do trabalho realizado pelos ACS é notória a necessidade de debates e formulação de estratégias que visem à garantia da qualidade de vida e qualidade de vida no trabalho e conseqüente qualidade no serviço prestado a população.
Community health agents (CHA) are often subjected to physical and psychological demands which may jeopardize both their own well-being and the quality of care they provide as health workers. This study aims at identifying the socio-demographic factors associated with their personal well-being and job satisfaction in the work they develop under the guidelines for family health care, as established by the municipality of Vitoria. A qualitative, analytical, descriptive and cross-sectional research design was adopted and 241 CHAs participated as subjects. A semistructured questionnaire, based on the one set up by the Instituto Brasileiro de Geografia, and the WHOQOL-Bref questionnaire were both used to assess quality of life. Participants were found to be predominantly female in the 30-39 age group; most were married, non-Caucasian, with high school level of schooling and professed religious belief. Quality of life was rated well by the subjects, with maximum scores for physical and social relations domains, while the environment domain scored the lowest. This domain encompassed physical environment (pollution noise, traffic, and climate), financial resources (wages) and opportunities for further education, training and recreation. Lower quality of life was significantly associated, in all domains, with the neighborhood where the subjects worked, with highest risk for divorcés with lower scores in social relations working at health units in the center of Vitoria. Results were similar for the environment domain amongst non-Caucasian and widowers working at health units in the neighborhood of São Pedro Given the importance of the work undertaken by CHAs and its impact in the community as a whole, it is critical to further debates and develop new strategies to ensure both their well-being and job satisfaction as they will positively affect the quality of health services provided for the population.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5420
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