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Título: Prevalência da abstinência ao tabaco de pacientes tratados em unidades de saúde de Vitória-ES e fatores relacionados
Autor(es): Sattler, Alexandre Coutinho
Orientador: Cade, Nagela Valadão
Palavras-chave: Atenção primária à saúde
Tabagismo
Abandono do uso de tabaco
Data do documento: 22-Jun-2011
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Programas para combate ao tabagismo têm sido implementados com vistas à abstinência do tabaco e à redução da morbimortalidade por doenças relacionadas com o uso regular do fumo. O objetivo é investigar a abstinência do tabaco em pacientes tratados nos Grupos de Apoio Terapêutico ao Tabagista (GATT) em unidades de saúde do município de Vitória ES, no ano de 2009. Trata-se de estudo transversal com todos os participantes do GATT atendidos na rede municipal em 2009, que participaram de três a quatro sessões em grupo, totalizando 160 sujeitos. Foi realizada entrevista estruturada por telefone com gravação simultânea, 9 a 20 meses após o tratamento e utilizados dados secundários do roteiro de entrevista inicial proposto pelo INCA. As variáveis constituíram: sexo, idade, escolaridade, estado civil, nível de dependência ao tabaco, tempo gasto para acender o primeiro cigarro do dia, tentativas anteriores para parar de fumar, quantidade média de cigarros fumados por dia, comorbidades e fármacos utilizados durante o tratamento. Na análise estatística, foram aplicados os testes qui-quadrado, Fisher e Kruskal-Wallis. A significância estatística foi 5%. Predominou mulheres (71,9%), idade média 50 anos, nível de dependência elevado e muito elevado (52,5%), uma a três tentativas para parar de fumar (55%), consumo médio de 19 cigarros/dia, farmacoterapia antitabagismo (80,6%), gastrite (50%) e distúrbios do humor (48,8%) como comorbidade. Estavam abstinentes 28,7%, recaíram 51,9% e 19,4% não pararam de fumar. Houve associação estatística entre os abstinentes, os que recaíram e os que não pararam de fumar nas variáveis estado civil (0,039), tentativas anteriores para parar de fumar (0,029), quantidade de cigarro fumados por dia (0,019), uso de fármacos (0,00) e sintomas de ansiedade/depressão autorreferidos (0,040). Nos abstinentes houve mais casados, aqueles que tentaram mais vezes parar de fumar, fumaram menos cigarros/dia e apresentaram menos ansiedade/depressão. A abstinência foi modesta e o maior percentual de sujeitos recaiu.
Programs to fight against the smoking have been implemented with the purpose to get the abstinence from smoke and to reduce the morbidity and mortality from diseases associated with regular use of tobacco. The aim is to investigate the tobacco abstinence in patients treated at Therapeutic Groups Support for Smoker in Health Units in the city council of Vitória-ES, in the year of 2009. It is a cross-sectional study with all participants in the GATT attended in public health service in 2009 who participated in 3 to 4 sessions in a total of 160 subjects. Structured interview was conducted by telephone with simultaneous recording from 9 to 20 months after the treatment and secondary data from the initial interview of INCA was used. The variables constituted: sociodemographic, profile of smoke dependence, time spending for the first cigarette of day, previous attempts to quit smoking, amount of cigarette/day, comorbidities and drugs used in treatment. In the statistical analysis were used chi-square, Fisher and Kruskal-Wallis test. The statistical significance was 5%. Women predominated (71,9%), mean age of 50 years old, high or very high level of dependence (52.5%), 1 to 3 attempts to quit smoking (55%), average consumption of 19 cigarettes/day, pharmacotherapy antismoking (80.6%) and gastritis (50%) and mood disorders (48.8%) as a comorbidity. Abstinent were 28.7%, 51.9% relapsed and 19.4% had not quit smoking. There was statistical association between the groups of abstinent, relapsed and that had not quit smoking, in the marital status variable (0.039), previous attempts to quit smoking (0.029) amount of cigarettes smoked per day (0.019), drug use (0.00) and anxiety/mood swings reported (0.040). The abstinent groups had more married which tried several times to quit smoke, smoked fewer cigarettes/day, and had less anxiety/mood swings. The abstinence was modest and the largest percentage of subjects relapsed.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5463
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