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Título: Efeito da separação maternal sobre a impulsividade, consumo voluntário de etanol e expressão de componentes do sistema endocanabinóide e dopaminérgico em córtex pré-frontal e hipocampo : influência do consumo de etanol em binge na adolescência
Autor(es): Mata, Martielo Januário da
Orientador: Bittencourt, Ana Paula Santana de Vasconcellos
Data do documento: 16-Set-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: MATA, Martielo Januário da. Efeito da separação maternal sobre a impulsividade, consumo voluntário de etanol e expressão de componentes do sistema endocanabinóide e dopaminérgico em córtex pré-frontal e hipocampo: influência do consumo de etanol em binge na adolescência. 2016. 86 f. Dissertação (Mestrado em Bioquímica e Farmacologia) - Programa de Pós-Graduação em Bioquímica e Farmacologia, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2016.
Resumo: A separação maternal tem sido um modelo animal amplamente utilizado, para mimetizar eventos estressores no período neonatal, podendo levar ao desenvolvimento de déficits cognitivos e ao abuso de substâncias, como o etanol. Essa substância representa um potencial risco a saúde por se tratar de uma bebida muito consumida por jovens e adolescentes, principalmente, em binge, um consumo pesado episódico de etanol. Este é capaz de provocar alterações comportamentais e em sistemas de neurotransmissores, como o dopaminérgico e o endocanabinóide. Neste estudo, nós buscamos avaliar a influência do consumo de álcool em binge por ratos adolescentes submetidos à separação maternal sobre o aprendizado, a impulsividade e o consumo voluntário de etanol na vida adulta, bem como investigar os efeitos desses tratamentos sobre o sistema endocanabinóide e dopaminérgico. Para isso, ratos Wistar machos foram separados ou não de suas mães dos dias pós-natal 2-15, por 3 horas diárias. Os animais não separados foram mantidos sob condições padrões de biotério. No 35º dia de vida, os animais foram divididos em grupos para o tratamento agudo ou crônico. Ambos os grupos foram novamente divididos em 3 subgrupos, que receberam veículo (salina) ou etanol em doses de 3,0 ou 6,0 g/kg, por gavagem. O etanol foi administrado por três dias consecutivos (binge agudo) ou uma vez por dia, dois dias consecutivos, intercaladas por dois dias sem etanol, perfazendo um total de 10 doses (binge crônico). No final deste procedimento, os animais foram submetidos aos testes comportamentais de aprendizado e impulsividade, ambos utilizando um Labirinto em T, ao teste de consumo voluntário de etanol, ou eutanasiados para obtenção das estruturas córtex pré-frontal e hipocampo. A expressão de mRNA dos componentes do sistema endocanabinóide: receptor CB1, e as enzimas: monoacilglicerol lipase, amida hidrolase de ácidos graxos, Nacilfosfatidiletanolamina especifica fosfolipase D e diacilglicerol lipase, foi avaliada em ambas as estruturas, e os receptores dopaminérgicos D1, D2 e a enzima tirosina hidroxilase foram avaliados apenas no córtex pré-frontal. Nós observamos que separação maternal aumentou o comportamento de impulsividade e o consumo voluntário de etanol, e o consumo de etanol na 15 adolescência prejudicou a memória de curta duração, parecendo previnir as demais alterações comportamentais geradas pela separação maternal. No córtex pré-frontal a separação maternal e o etanol alteraram o sistema dopaminérgico com redução da expressão de mRNA de D1 e aumento da tirosina hidroxilase, e parecem gerar um aumento das enzimas de síntese de endocanabinóides, N-acilfosfatidiletanolamina especifica fosfolipase D e diacilglicerol lipase. No hipocampo no grupo submetido a ambos os tratamentos houve uma redução da expressão de mRNA de CB1 e da enzima Nacilfosfatidiletanolamina especifica fosfolipase D, e um aumento da expressão da diacilglicerol lipase. Em conclusão, tanto a separação maternal quanto o etanol, foram capazes de provocar alterações comportamentais e nos sistemas endocanabinóide e dopaminérgico, e a separação maternal modifica a resposta aos efeitos do etanol.
Maternal separation is an animal model used to mimic stressful events in the neonatal period, which may lead to the development of cognitive impairments and substances abuse, such as ethanol. This substance is a potential risk to health due to its high consumption by young people, and its consumption alters behavior and neurotransmitter systems function, such as dopaminergic and endocannabinoid systems. In this study, we evaluate the influence of ethanol binge drinking in adolescent rats subjected to maternal separation on learning, impulsivity and voluntary ethanol consumption in adulthood, as well as (the effects of these treatments) on the endocannabinoid and dopaminergic systems. For this, male Wistar rats were separated from their mothers or not (control group) during the postnatal days (DPN) 2-15, for 3 hours daily. Animals not separated were kept on animal facility reared conditions. At DPN 35, the animals were divided in acute or chronic treatment. Both groups were again divided into 3 subgroups, which receive vehicle (saline) or ethanol in doses of 3.0 or 6.0 g/kg by intragastric administration. Ethanol was administered during three consecutive days (acute treatment) or once a day, two consecutive days, interspersed by two days without ethanol, totalizing 10 doses (chronic treatment). At the end of this procedure, the animals were subjected to behavioral tests (learning and impulsivity tests), both using a T-maze, and to the voluntary ethanol consumption test, or euthanized for prefrontal cortex and hippocampus removal. The mRNA expression of the components of the endocannabinoid system: CB1, monoacylglycerol lipase, fatty acid amide hydrolase, N-acylphosphatidylethanolamine phospholipase D and diacylglycerol lipase were evaluated in both structures, and the dopaminergic receptors D1, D2 and tyrosine hydroxylase enzyme were evaluated only in the prefrontal cortex. We observed that maternal separation increased impulsivity behavior and voluntary consumption of ethanol, and ethanol in adolescence impaired short-term memory and appears to reverse other behavioral changes due to maternal separation. In the prefrontal cortex, maternal separation and ethanol altered dopaminergic system with reduction of D1 mRNA expression and increased tyrosine hydroxylase, and appears to increase the enzymes for endocannabinoid synthesis, N-acyl-phosphatidylethanolamine phospholipase D e diacylglycerol 17 lipase. In the hippocampus, the group submitted to both treatments presented a reduction of CB1 mRNA expression and the enzyme N-acylphosphatidylethanolamine phospholipase D, and an increased expression of diacylglycerol lipase. In conclusion, maternal separation and ethanol were able to cause behavioral changes and modifications in endocannabinoid and dopaminergic systems, and maternal separation modifies ethanol effects response.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7864
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