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Título: Autoridades coloniais e o controle dos escravos: Capitania do Espírito Santo, 1781-1821
Autor(es): Dutra, Thiara Bernardo
Orientador: Campos, Adriana Pereira
Palavras-chave: Autoridades governamentais
Capitania do Espírito Santo
Ações escravas
Data do documento: 15-Abr-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Nesta dissertação buscou-se levantar o problema em torno da interferência do Estado nas relações escravistas pelas autoridades governamentais da capitania do Espírito Santo, entre 1781 a 1821. Por meio das ações escravas, mais especificamente as resistências, entendidas nesse trabalho desde a negociação cotidiana por melhores condições de vida no cativeiro a fugas, aquilombamentos e sublevações, objetivou-se analisar as representações políticas dos governadores da capitania acerca dessas ações. Os dados obtidos demonstraram que a escravidão não ocupou os assuntos do governo e nem consistiu em preocupação principal da agenda política dessas autoridades. O estabelecimento de acordos entre senhores e escravos apareceram como forma de preservar as relações escravistas no âmbito das relações senhoriais e apontaram para a natureza privada da escravidão nos domínios coloniais lusitanos. Ainda que a intervenção das autoridades governamentais tenha se dado em nome do bem-comum, a ação desses dirigentes não fora absoluta, limitada pela complexidade das relações estabelecidas no cotidiano da capitania do Espírito Santo. Serviram como base das inquirições correspondências administrativas entre os diversos níveis de poder na Capitania do Espírito Santo. As fontes foram compiladas, quantificadas e interpretadas à luz dos significados conferidos aos termos na época. Em grande parte, a análise constituiu-se da busca em dicionários e obras de referência para a interpretação dos documentos. Além das características gerais das preocupações das autoridades da capitania investidas pela Coroa lusitana, encontrou-se a amotinação de negros de duas fazendas de Guarapari (Guaraparim), localidade costeira a sul da capitania, que se prolongou por mais de 40 anos. Da confrontação entre esse caso singular e ordinária pouca atenção aos assuntos da escravidão pelas autoridades capixabas, pode-se perceber que a interferência do Estado, por meio dos governadores, ocorrera apenas quando eram solicitados para arbitrar conflitos pertinentes às relações senhoriais ou nos momentos em que as ações escravas pudessem colocar em risco a manutenção da ordem, a saber, na ocorrência de revoltas e desordens.
This thesis sought to raise the issue around the state interference in the slave relations by government authorities of the captaincy of the Holy Spirit, from 1781 to 1821. Through the slave actions, specifically the resistance, understood in this work from the daily negotiated better living conditions in captivity leaks, aquilombamentos and uprisings aimed to analyze the political representation of the captaincy of governors about those actions. The data showed that slavery did not take the affairs of the government and not consisted of main concern of the political agenda of those authorities. The establishment of agreements between masters and slaves appeared as a way to preserve the slave relations within the manorial relations and pointed to the private nature of slavery in the Lusitanian colonial domains. Although the intervention of government authorities has been given on behalf of the common good, the action of these leaders was not absolute, limited by the complexity of the relationships established in daily captaincy of the Holy Spirit. They served as the basis of administrative inquiries correspondence between the various levels of power in the Captaincy of the Holy Spirit. The sources were compiled, quantified and interpreted in the light of the meanings conferred to the terms at the time. Much of the analysis consisted of the search in dictionaries and reference works for the interpretation of documents. Besides of the general characteristics of the concerns of captaincy Authorities invested by the Lusitanian crown, found himself black mutiny two farms Guarapari (Guaraparim), coastal town south of the captaincy, which lasted for over 40 years. The confrontation between this singular case and ordinary little attention to issues of slavery by capixabas authorities, can be seen that the interference of the State, through the governors, occurred only when they were asked to arbitrate relevant conflicts to manorial relationships or at times when slave actions could endanger the maintenance of order , namely the occurrence of riots and disorders.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3548
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