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Título: Microclima em diferentes fitofisionomias de floresta de altitude na Mata Atlântica
Autor(es): Salim Neto, Salim Calil
Orientador: Pezzopane, José Eduardo Macedo
Coorientador: Silva, Gilson Fernandes da
Palavras-chave: Mata Atlântica
Radiação
Análise foliar
Data do documento: 28-Jul-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: O Bioma Mata Atlântica é reconhecido pela sua alta biodiversidade e por abrigar espécies endêmicas nos seus ecossistemas associados. Ao longo do gradiente altitudinal observa-se a formação de ecossistemas de altitude que se diferem marcadamente em suas estruturas fitofisionômicas. O presente estudo objetivou estudar a influência de diferentes fitofisionomias de floresta de altitude na definição do microclima próximo ao solo. A área de estudo se localiza no Parque Estadual Forno Grande, Castelo, ES, Brasil (lat. 20°31’13”S; long. 41°06’21”W) e se constitui em uma encosta voltada para leste com 1,1 ha, a 1.450m de altitude. Ao longo de um ano, foramrealizados três estudos microclimáticos. No primeiro buscou-se caracterizaro saldo de radiação (Sr), a radiação fotossinteticamente ativa (RFA), a temperatura do ar, o déficit de pressão de vapor (DPV) a um metro de altura, além da temperatura da superfície e temperatura do solo em quatro profundidades, por meio de estações meteorológicas automáticas instaladas em uma floresta de altitude que possui duas áreas com fitofisionomias diferentes. Em um segundo estudo, para verificar a relação do IAF e da área basal (AB) na transmissividade da radiação, foi realizado uma análise da distribuiçãoespacial da RFA na área de estudo. No terceiro estudo, em duas épocas do ano, foram selecionados 10 dias sem presença de nuvens (5 dias no verão e 5 dias no inverno) para caracterizar o regime de sunflecksno interior das duas áreas de fitofisionomias diferentes. De acordo com os resultados, as diferenças fitofisionômicas condiciona um microclima diferenciado no interior da floresta de altitude, sendo possível, ainda, observar sazonalidade marcante e influência da nebulosidade nas diferenças microclimáticas. A área composta poruma fitofisonomia com o dossel mais fechado, com um maior índice de área foliar, atenua os efeitos da radiação solar durante o dia e desempenha papel mantenedor de energia durante a noite, fazendo com que a variação microclimática seja mais estável em comparação com a área que apresenta uma fitofisionomia com dossel mais aberto. Na área mais aberta foram observados maiores valores de temperatura do ar e DPV máximos, além de maior temperatura do solo. Quanto à variabilidade espacial da RFA, foi possível estabelecer um modelo de atenuação em função do IAF e da AB. A diferença na fitofisionomia faz com que o regime de sunflecks no interior de cada área seja desigual, sendo em dossel mais fechado de menor intensidade e duração em comparação a fitofisionomia mais aberta. A diferença no microclima observada entre os dois ambientes provavelmente controla a composição e a distribuição das espécies na floresta de altitude estudada, necessitando assim de novos estudos que investiguem a fitossociologia e a ecofisiologia dasespécies que a compõe.
The Atlantic Forest Biome is recognized for its high biodiversity and for harboring species endemic to its associated ecosystems. Over altitudinal gradient is observed the formation of altitude ecosystems that differ markedly in their phytophysiognomic structures. The present study aimed to study the influence of the phytophysiognomy on the definitionof the microclimate near the ground. The study area is located in the Forno Grande State Park, Castelo, ES, Brazil (lat. 20°31’13”S; long. 41°06’21”W) and consists of a slope facing east with 1.1 ha, at 1,450m altitude. Over a year, threemicroclimatic studies were carried out. In the first one the aim was to characterize the net radiation (Rn), photosynthetically active radiation (PAR), air temperature, vapor pressure deficit (VPD) at one meter in height, besides the surface temperature and temperature of the soil in four depths, through automatic meteorological stations installed in an altitude forest that has two areas with different phytophysiognomies. In a second study, an analysis of the spatial distribution of RFA in the study area was performed to verify the relationship of LAI and basal área (BA) in the transmissivity of the RFA. In the third study, in two seasons of the year, 10 days (5 days in the summer and 5 days in the winter) were selected to verify the regime of sunflecks within the study area. According to the results, the phytophysiognomic differences condition a differentiated microclimate inside the altitude forest, being possible to observe remarkable seasonality and influence of the cloudiness in the microclimatic differences.The area composed of a more closed canopy phytophysiology with a higher index of leaf area attenuates the effects of solar radiation during the day and plays an important role in maintaining energy at night, making the microclimatic variation more stable in comparison with the area that presents a more open canopy phytophysiognomy. In the more open area, higher values of air temperature and maximum VPD were observed, in addition to higher soil temperature. As for the spatial variability of PAR, it was possible to establish an attenuation model in function of the LAI and BA. As for the spatial variability of RFA, it was possible to establish an attenuation model based on LAI and AB. The difference in the phytophysiognomy makes the regime of sunflecks within each area unequal, being in the closed canopy of less intensity and duration compared to the more open phytophysiognomy. The difference in microclimate observed between the two environments probably controls the composition and distribution of the species in the studied forest, thus requiring new studies that investigate the phytosociology and the ecophysiology of the speciesthat compose it.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7708
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