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Título: Identidades dispersas; uma nova sensibilidade : dos ativismos LGBT às ocupações estudantis de 2016
Autor(es): Castello, Naiara Ferreira Vieira
Orientador: Rodrigues, Alexsandro
Data do documento: 15-Jun-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Este trabalho começou como uma proposta de investigação acerca dos movimentos de ativismo de minorias sexuais e de gênero na Universidade Federal do Espírito Santo. Movidos pelo desejo de discutir as políticas identitárias e os seus efeitos, num período de ascensão do conservadorismo e, ao mesmo tempo, de intensificação das lutas dos movimentos de minorias, buscávamos, num primeiro momento, conhecer as estratégias de ação dos grupos e indivíduos que habitam a universidade, as redes que se compunham entre eles e os tensionamentos provocados por sua presença nas relações e nas políticas institucionais. Com uma aposta metodológica centrada na adoção de uma postura cartográfica, iniciamos o delineamento da paisagem do campo de pesquisa a partir do coletivo LGBT Desviantes, que começava a se formar em 2016. Acompanhamos as reuniões e as ações do coletivo, atentos ao modo como o discurso identitário se fazia presente e, sobretudo, à maneira como se forjavam possibilidades de alianças outras, que não passassem pela via da semelhança. Durante o percurso da pesquisa de campo, diante do impeachment da então presidenta Dilma Rousseff e dos movimentos de ocupação estudantil que se opunham às medidas de austeridade adotadas pelo governo de Michel Temer, o coletivo dispersou-se. Acolhendo as torções impostas pelo campo, seguimos a dispersão do grupo, dispondo-nos, a partir de então, a pensar as identidades e as outras alianças possíveis por meio das experiências das ocupações. Encontramos, na universidade e nas escolas ocupadas, pistas da produção de outros modos de relação, a partir de uma situação de precariedade compartilhada, que se expressariam na emergência de uma nova sensibilidade, que seria, ela mesma, revolucionária.
This work began as a research proposal about sexual and gender minorities’ activism within the Federal University of Espírito Santo. Moved by the desire to discuss identity politics and its effects, in a period of rising conservatism, and, at the same time, of intensification of the struggles of minority movements, we sought, at first, to get to know the strategies of LGBT groups and individuals at the university, as well as to investigate the networks composed by them and the tensions provoked by their presence in the institutional policies. Adopting a cartographic posture as a methodological choice, we began to delineate the landscape of the research field from the LGBT collective Desviantes, which was formed in 2016. We followed the meetings and actions of the collective, paying attention to how the identity discourse emerged and specially to the way in which the possibilities of other means of alliances were forged – ones that did not presume similarity. During the course of the field research, faced with the impeachment of then-President Dilma Rousseff and with the student occupation movements that opposed to the austerity measures adopted by Michel Temer, the collective dispersed. Welcoming the twists and turns imposed by the field, we followed the dispersion of the group, and began, from then on, to think of the identities and other possibilities of alliances through the experiences of the occupations. In the university and in the occupied schools, we found clues pointing to the production of other modes of relation, coming from a situation of shared precariousness, which would be expressed by the emergence of a new sensibility, which is, in itself, revolutionary.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9030
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