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Título: A máquina literária em movimento de guerra : uma leitura de seis contos de Rubem Fonseca
Autor(es): Rozário, Jefferson Diório do
Orientador: Trefzger, Fabiola Simão Padilha
Data do documento: 30-Set-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: A leitura da produção literária de Rubem Fonseca permite identificar em seu interior uma temática recorrente: a contraposição ao poder do Estado. Evidenciado esse quadro, partindo das narrativas dos contos ―Feliz ano novo‖, ―O Cobrador‖, ―Fevereiro ou março‖, ―A força humana‖, ―A matéria do sonho‖ e ―O livro de panegíricos‖, não deixando de visitar outros trabalhos do escritor, discutem-se e examinam-se alguns dos afectos e perfectos dessas obras literárias, num possível diálogo com os conceitos de máquina de Guerra e nomadismo, dos filósofos Deleuze e Guattari. A formação social pressupõe o estabelecimento e manutenção de diversos sistemas, os quais são sustentados por discursos e maquinários variados. Dentre tais sistemas, alguns se colocam como preponderantes, mas não imperam sem outros que, mesmo estando à espreita, agem em contradição ao modelo que predomina. O Estado é um desses compostos preeminentes, na verdade, uma forma de poder central na sociedade, sustentado por discursos, posturas, ideologias, enfim, uma gama de elementos que, juntos, formam a máquina de Estado. Avessa a ela, há a máquina de guerra, uma espécie de movimento contrário à determinação do poder estatal. Essa máquina é de criação nômade e possui o nomadismo como seu fundamento. Nesse sentido, será analisada a representação literária fonsequiana de uma subjetividade que se define por um movimento contrário às determinações do discurso que se coloca como central e prevalecente na sociedade contemporânea.
The reading of literary production by Rubem Fonseca identifies inside a recurring theme: the opposition to the State power. Evidenced this point, based on the narratives of the stories "Feliz ano novo", "O Cobrador", "Fevereiro ou Março", "A força humana", "A matéria do sonho", "O livro de panegíricos", and other writer's books , we discuss and we examine some of the affections and perfections of these literary works, in a possible dialogue with the concepts of the War Machine and Nomadism, by the philosophers Deleuze and Guattari. The social formation requires the establishment and maintenance of various systems, which are supported by various speeches and machinery. Among these systems, some of them are preponderant, but they do not prevail without others, even though lurking, they act in contradiction to the model that prevails. The State is one of those prominent compounds, actually it is a form of central power in society , supported by speeches, attitudes, ideologies, finally, a range of elements that together form up the State machine. Averse to it, there is the war machine a kind of counter-movement to the determination of the state power. This machine is a nomadic breeding and it has the nomadism as its foundation. In this sense, it will be analyzed the fonsequiana literary representation of a subjectivity that is defined by a counter movement to the determinations of discourse that arises as a central and prevailing in contemporary society.
La lectura de la producción literaria de Rubem Fonseca permite identificar en su interior temas reiterativos : el contrapunto al poder del Estado . Evidenciado este cuadro partiendo de las narrativas de los cuentos" Feliz ano novo", "O Cobrador", " Fevereiro ou Março", "A força humana", "A matéria dos sonhos" y "O livro de panegíricos", no dejando de visitar otras obras del escritor, se discuten y se examinan algunos afectos y perfectos de esas obras literarias,en un posible diálogo con los conceptos de maquina de Guerra y nomadismo de los filósofos "Deleuzi y Guattari". La formación social presupone el establecimiento y mantenimiento de diversos sistemas, los cuales son sostenidos por discursos y maquinarias variadas. Entre tales sistemas algunos se establecen como preponderantes , pero no imperan sin otros que, mismo estando al acecho, actúan contradictoriamente al modelo predominante. El Estado es uno de esos componentes proeminentes, en verdad , una manera de poder centralizador en la sociedad, soportado por discursos, posturas, ideologías, en fin, un mosaico de elementos que, juntos, forman la máquina del estado. Contraria a ella existe la máquina de guerra, una especie de movimiento opuesto a la determinación del poder del estado. Dicha máquina tiene origen nómada y posee el nomadismo como su fundamento principal. En ese sentido será analisada la representación literaria fonsequiana de una subjetividad que se define por un movimiento contrario a las determinaciones del discurso que se coloca como centralizador y predominante en la sociedad contemporánea.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9167
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