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Título: CARACTERIZAÇÃO FOTOSSINTÉTICA DE TRÊS ESPÉCIES ARBÓREAS DA MATA ATLÂNTICA SUBMETIDAS A DIFERENTES INTENSIDADES LUMÍNICAS
Autor(es): GOMES, M. T. G.
Orientador: DAMATTA, F. M.
Data do documento: 7-Ago-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: GOMES, M. T. G., CARACTERIZAÇÃO FOTOSSINTÉTICA DE TRÊS ESPÉCIES ARBÓREAS DA MATA ATLÂNTICA SUBMETIDAS A DIFERENTES INTENSIDADES LUMÍNICAS
Resumo: A regulação do processo fotossintético é modificada em função da luz disponível e tem efeito direto sobre a capacidade da planta em viver em determinado habitat. Neste estudo, espécies arbóreas da Mata Atlântica foram submetidas a três intensidades de irradiância para investigar os efeitos da radiação luminosa no comportamento fotossintético e no índice de robustez, IR. As espécies utilizadas, Schinus terebinthifolius Raddi. (aroeira) e Joannesia princeps Vell (boleira), classificadas como pioneiras, e Lecythis pisonis Camb (sapucaia), como secundária, são amplamente utilizadas em programas de recuperação ambiental. As plantas foram cultivadas por sete meses a 20; 50 e 100% da radiação solar. Testou-se a hipótese de que as três espécies apresentariam comportamentos ecofisiológicos distintos diante dos tratamentos aplicados. Independentemente do regime de luz, S. terebinthifolius apresentou os maiores valores de A, seguida de J. princeps. L. pisonis apresentou os menores valores desse parâmetro. S. terebinthifolius também exibiu maior ponto de saturação luminosa e maior condutância estomática nas três irradiâncias impostas. S. terebinthifolius e J. princeps exibiram elevação do valor de IR com a redução da disponibilidade de luz. Entretanto, esse valor foi mais elevado para S. terebinthifolius, com valores superiores a 50% nas plantas a pleno sol comparadas com aquelas sob 20% de luz, evidenciando um ajuste morfológico frente à diferença de irradiância. Já L. pisonis não exibiu alterações nesse parâmetro em resposta a variações de luz. Esta espécie apresentou valores mais negativos do ѰW ao longo do dia e entre os regimes lumínicos se comparada as outras duas espécies, demonstrando uma menor condutividade hidráulica. Os resultados confirmaram a hipótese do trabalho, na medida em que se observou maior capacidade de aclimatação de Schinus terebinthifolius Raddi. aos três tratamentos lumínicos impostos. Joannesia princeps Vell mostrou-se com um comportamento intermediário dentre as espécies estudadas, apresentando valores médios em quase todos os parâmetros analisados durante o experimento. Por seu turno, Lecythis pisonis Camb, apresentou o menor desempenho fotossintético nos três regimes lumínicos. Esta espécie exibiu uma baixa capacidade de aclimatação a alta irradiância. Palavras-chave: Ecofisiologia, Mata Atlântica, irradiância, aclimatação, trocas gasosas.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10036
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