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Título: Pelo direito de qualquer um fazer cidade : construção subjetiva dos espaços urbanos
Autor(es): Vilas Novas, Bruno Bowen
Orientador: Miranda, Clara Luiza
Data do documento: 15-Set-2015
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: VILAS NOVAS, Bruno Bowen. Pelo direito de qualquer um fazer cidade: construção subjetiva dos espaços urbanos. 2015. 143 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Artes.
Resumo: Este trabalho tem como foco investigar as teorias e práticas da produção urbana na cidade contemporânea aproximando-se das ações e das narrativas micropolíticas espacializadas como alternativas ou resistências, contrapondo-as ao modelo hegemônico macropolítico de produção da cidade. Compreendendo-as com constituintes da práxis do direito de qualquer um fazer cidade. Acompanham-se estes movimentos micropolíticos buscando abordar a diversidade e as narrativas do fazer cidade numa perspectiva de construção subjetiva do espaço urbano, segundo o entendimento de Guattari. Utiliza-se, para isso, a cartografia proposta por Deleuze e Guattari contraposta ao modelo hegemônico do capitalismo, que configura limites ao homogeneizar a produção da cidade a partir da tecnocracia, da ideologia financista neoliberal e da hegemonia star system. Busca-se incorporar e ampliar o conceito do direito a cidade para o de direito de qualquer um fazer cidade. O qualquer como parte potente que deseja e faz a cidade cotidianamente. Esta produção outra de fazer cidade não cabe na redução que lhe é conferida pela normatividade da política real, pela democracia representativa vigente. Não cabe também a invisibilidade a que são relegados os seus usuários e agentes minoritários ou menores. Dar visibilidade às narrativas micropolíticas de qualquer um fazer cidade faz-se necessário para que novos conhecimentos sobre estes movimentos possam ser produzidos e postos em face do campo da arquitetura e urbanismo. Sob esta ótica, o objetivo da pesquisa é desenvolver uma cartografia em busca das ações e das narrativas micropolíticas do grupo Célula EMAU e do Fórum Bem Maior, na cidade de Vitória, ES. Para isso, procuramos identificar nas experiências compartilhadas destes grupos práticas micropolíticas que colaborem para a (re)construção subjetiva do espaço urbano, em suas diversas escalas e dinâmicas sociais, geográficas, econômicas e culturais. Para que principalmente, possamos entender a produção do espaço urbano de forma ampliada, prevendo a participação de qualquer pessoa ou coletivo, sem extinguir ou colocar ao lado o papel do arquiteto, mas sim reposicionar o arquiteto-urbanista frente às narrativas e ações micropolíticas da produção de cidade contemporânea. Palavras-chave: direito à cidade, espaço urbano, cartografia, arquitetura e urbanismo
This document focuses on investigating the theories and practices of urban production in the contemporary city, approaching the actions and the spatialized micro narratives as alternatives or resistances, contrasting them to the hegemonic macro-political model of city production; understanding them with constituents of the practice of anyone’s right to make city. This study follows up these micro political movements, seeking to address the diversity and the narratives of the city formation, from a perspective of subjective construction of the urban space, according to Guattari’s knowledge. It is used, for this purpose, the mapping proposed by Deleuze and Guattari, opposed to the hegemonic model of capitalism, which sets limits to homogenize the city production from technocracy, financier neoliberal ideology and from the star system hegemony. This study seeks to incorporate and extend the concept of the "right to the city" to “anyone’s right to make city". The “any” is a powerful part, which aims and makes the city daily. This other production of "making the city" does not fit in that reduction in which it is granted by normativity of real politics, by the current representative democracy, nor the invisibility that its users and minority or smaller agents are relegated. It is necessary to give visibility to micro political narratives of "anyone to make city" so that new knowledge of these movements can be produced and face the fields of architecture and urbanism. From this perspective, the objective political narratives of Célula EMAU and of Fórum Bem Maior, in the city of Vitoria, ES. For this purpose, we try to identify, within the shared experiences of these groups, micro political practices that contribute to the subjective (re)construction of urban space, in its various scales and the social, geographical, economic and cultural dynamics. So we can mainly understand the production of urban space in a broad way, predicting the participation of any individual or collective, without extinguishing or putting aside the architect’s role, but repositioning the architect-urbanist in front of narratives and micropolitical actions of the contemporary city production.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10075
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