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Título: A busca fracassada pelo ser : estudos sobre a intencionalidade da consciência em Sartre
Autor(es): Erculino, Siloe Cristina do Nascimento
Orientador: Souza, Thana Mara
Data do documento: 2-Jun-2014
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Analisaremos a noção de consciência intencional em Sartre, no estabelecimento de suas relações com o mundo e com Outrem, para revelar que o homem é uma busca pelo Ser que deve ser compreendido a partir de suas escolhas e significações pela psicanálise existencial. Como veremos, a consciência não é um tipo de existente determinado como um tijolo ou um martelo, já que ela é potencia significadora do real, capaz de iluminar seu presente e passado a partir dos projetos futuros. Isso não significa que o homem crie o real de acordo com sua vontade, já que o mundo existe por si; isso significa que o homem é o único responsável pelo que faz de si e por dar sentido ao mundo, uma vez que é absolutamente livre. O homem se relaciona com o mundo porque em si mesmo é nada, é seu nada de ser que o faz buscar o ser para atingir completude. Ele é uma projeção ao futuro que não se concretiza, o que abre um horizonte de possibilidades de novas condutas e lhe permite continuar a agir. É o fracasso ontológico de encontrar seu próprio fundamento que permite a ação livre e a busca de êxitos existenciais. Enquanto estiver vivo, todo homem permanece como busca pelo ser o homem só existe como desejo faltado.
Nous allons analyser la notion de conscience intentionnelle chez Sartre, dans l’établissement de ses relations avec le monde et avec les autres, pour révéler que l’homme est une quête de l’Être et qu’il doit être compris à partir de ses choix et ses significations par la psychanalyse existentielle. Comme nous allons voir, la conscience n’est pas un type d’existant determiné tel qu’une brique ou un marteau, car elle est une puissance signifiante du réel, capable d’éclairer le présent et le passé par de futurs projets. Cela ne signifie pas que l’homme crée le réel selon sa volonté, car le monde existe par soi-même; cela signifie que l’homme est le seul responsable de ce qu’il fait de lui-même et de donner du sens au monde, puisqu’il est absolument libre. En lui-même, l’homme est rien, il se rapporte donc au monde; c’est son rien qui lui fait chercher l’être pour atteindre la complétude. Il s’agit d'une projection de l’avenir qui ne se réalise pas, ce qui ouvre un horizon de possibilités de nouvelles conduites et permet de continuer à agir. C’est l’échec ontologique à trouver sa propre fondation qui permet l’action libre et la recherche de succès existentiels. Pendant qu’il est vivant, l’homme reste comme la recherche de l’être – l’homme n’existe que comme du désir manqué.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3672
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