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Título: Nas trilhas da atividade docente : análise da relação saúde-trabalho de professores de Educação Física no cotidiano escolar
Autor(es): Almeida, Ueberson Ribeiro
Orientador: Paiva, Fernanda Simone Lopes de
Coorientador: Heckert, Ana Lúcia Coelho
Data do documento: 21-Mai-2008
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Esta pesquisa investiga a relação saúde-trabalho na atividade de professores de Educação Físia em uma escola pública polivalente, com o objetivo de compreender como os docentes tem enfrentado as adversidades e novicidades cotidianas em prol da produção de saúde no trabalho. Para tanto se pauta na articulação Ergologia-Etnografiacomo arcabouço teórico-metodológico, sendo a Etnografia o ferramental metodológico no que tange à produção de dados e a Ergologia o mote de análise do trabalho. Aborda o conceito de Atividade e Trabalho do ponto de vista da Ergologia, portantoatividade como espaço das microgestões inteligentes que são produzidas no intervalo entr as normas antecedentes (prescrições, ordens, códigos, conceitos, saberes, valores) e o trabalho real. O trabalho é concebido como "usos de si por si e pelos outros"; expressão do jogo de valores e normas construídas, não em outro "lugar", senão no âmbito dos locais de trabalho, do político, da sociedade. Adota o conceito de saúde "vitalista" de Georges Canguilhem, cuja compreensão rompe com o modelo médico-biologista de atrelar normalidade à saúde por meio de padrões estatísticos e propo~e que somente é possível conhecer a condição saudável quando os indivíduos são considerados em relação a seus meios e às suas potências de criar normas singulares capazes de tornar a vida "vivível". Conclui que alguns valores, normas e prescrições que atravessam o trabalho dos professores de Educação Física têm colocado em operação modos de subjetivação que pressionam os professores a "trabalharem mal", quando reduzem a atonomia, desvalorizam seus saberes e atribuem baixo valor simbólico à sua atividade. Por outro lado, mostra que os docentes lutam criando defesas contra o sofrimento e que, principalmente, por meio da atividade, renormalizam; criam regras, prescrições, normas; produzem saúde no trabalho. Compreendeu também esta pesquisa que os saberes e "usos" mobilizadas pelos docentes ultrapassam o ideário pedagógico da disciplina Educação Física , o que permite afirmar que os professores engajam muito mais " de si" no trabalho do que as tarefas solicitam.
The research investigates the health-work relation in the activity of Physical Education teachers in a public polyvalent school, aiming at understanding how teachers have been dealing with daily adversities and noxiousness in favor to the production of health at work. To do so, it is based on the Ergology-Ethnography articulation as theoretical-methodological framework, having the Ethnography as methodological instrument considering the data production and Ergology as motto of working analysis. It talks about the concept of Activity and Work by the Ergology point of view, therefore activity as space of intelligent micro management that are produced in the gap between the antecedent norms (prescriptions, orders, codes, concepts, knowledge, values) and the real work. The work is conceived as “uses of itself by itself and others”; expression of value games and constructed norms, not “somewhere” else, but in the ambit of the working, political and society places. It adopts the concept of “vitalistic” health of Georges Canguilhem, whose understanding breaks with the doctor-biologicist model that leases normality to health through statistical patterns and proposes that it is only possible to know the health condition when people are considered in relation to their ways and potencies to create singular norms able to make life “livable”. It concludes that some values, norms and prescriptions that cross the Physical Education teachers’ work have been using modes of subjectivity that force teachers to do a “bad” job when they reduce the autonomy, not value their knowledge and give low symbolic value to their activity. On the other hand, it shows that teachers struggle creating defenses against suffering, and that, specially, through activity, renormalize; create rules, prescriptions, and norms; produce health at work. It is also understood that knowledge and “uses” mobilized by the teachers trespass the pedagogical ideal of the Physical Education subject, what enables to affirm that teachers engage more of themselves in the work than the tasks solicit.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/4606
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