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Título: Mulheres negras : tradições orais, artes, ofícios e identidades
Autor(es): Marcelino, Jacqueline Laranja Leal
Orientador: Coser, Stelamaris
Data do documento: 19-Dez-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Sob uma perspectiva comparatista, analisam-se as oralidades das tradições africanas e as artes/ofícios como elementos constituintes das identidades de mulheres negras, protagonistas dos romances: The Color Purple / A cor púrpura (1986), de Alice Walker (afro-americana); Ponciá Vicêncio (2003), de Conceição Evaristo (afro-brasileira); e Niketche: uma história de poligamia (2004), de Paulina Chiziane (africana de Moçambique). São privilegiadas questões de gênero e etnia, contextualizadas e problematizadas com o apoio de referencial histórico, dos estudos feministas e póscoloniais. As narrativas selecionadas e suas protagonistas se tangenciam através de memórias de escravidão e/ou colonização que impactaram os africanos e seus descendentes, mas não apenas isso. Compreende-se que as representações de oralidades nas três narrativas indicam o apreço das personagens pelo retorno ao passado como forma de autoconhecimento, e pela preservação de suas origens e tradições como forma de resistência. A correlação existente entre as mulheres negras e suas artes e ofícios do cotidiano, por sua vez, marca um saber/fazer transmitido de geração em geração. Esses constituintes identitários apresentam forte ligação com memória e ancestralidade, porém sem essencialização; as personagens necessitam conhecer suas origens para, com essa base e força, (re)elaborar suas identidades.
From a comparative perspective, the orality of the African traditions and the arts / works are analyzed as constituents of the identities of black women, protagonists of the novels: The Color Purple (1986), by Alice Walker (African-American); Ponciá Vicêncio (2003), by Conceição Evaristo (Afro-Brazilian); and Niketche: a history of polygamy (2004), by Paulina Chiziane (African of Mozambique). Gender and ethnicity issues are privileged, contextualized and problematized with the support of historical reference, of feminist and postcolonial studies. The selected narratives and their protagonists tangentiate themselves through memories of slavery and / or colonization that impacted the African and their descendants, but not only that. It is understood that representations of oralities in the three narratives indicate the appreciation of the characters for the return to the past as a form of self-knowledge, and for the preservation of their origins and traditions as a form of resistance. The correlation between black women and their everyday arts and works, in its turn, mark a know-how transmitted from generation to generation. These constituents have a strong connection with memory and ancestry, but without essentialization; the characters need to know their origins in order to (re) elaborate their identities with this basis and strength.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9174
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