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Título: Sobrevida e causas de descontinuidade do primeiro anti tnf na Espondilite Anquilosante comparado com Artrite Reumatoide : análise do BiobadaBrasil
Autor(es): Fafá, Bárbara Petronetto
Orientador: Valim, Valéria
Data do documento: 16-Jun-2014
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FAFÁ, Bárbara Petronetto. Sobrevida e causas de descontinuidade do primeiro anti tnf na Espondilite Anquilosante comparado com Artrite Reumatoide: análise do BiobadaBrasil. 2014. 82 f. Dissertação (Mestrado em Medicina) - Programa de Pós-Graduação em Medicina, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2014.
Resumo: Introdução: A sobrevida do tratamento com agentes biológicos pode ser influenciada por muitos fatores e parece ser diferente entre as diversas doenças reumáticas e entre os diferentes agentes biológicos. Objetivo: Comparar a sobrevida e causas de descontinuidade do tratamento com anti fator de necrose tumoral (anti TNF) na espondilite anquilosante (EA) com a artrite reumatoide (AR). Métodos: Coorte de base populacional, de pacientes do Registro Brasileiro de Terapia Biológica em Doença Reumáticas da Sociedade Brasileira de Reumatologia (BiobadaBrasil), com diagnóstico de EA e AR, incluídos no banco entre janeiro de 2008 e dezembro de 2013. O tempo de observação foi de até 4 anos após a introdução do primeiro tratamento. Sexo, idade, duração da doença, comorbidades e tratamentos concomitantes foram analisados. Curva de Kaplan-Meier, Chi-quadrado, testes Kruskal-Wallis e Wilcoxon-Mann-Whitney e regressão de Cox foram utilizados quando apropriado. Valor de p ≤ 0,05 foi considerado significativo. Resultados: Foram incluídos 1303 pacientes, 67,2% mulheres, 50,5 ± 12,6 anos de idade, sendo 372 (28,5%) com EA e 931 (71,5%) com AR. Quanto a classe da terapia biológica anti TNF, 38,7% (n = 504) usava infliximabe (IFX), 34,9% (n = 455) adalimumabe (ADA) e 26,4% (n = 344) etanercepte (ETA). Pacientes com EA tiveram maior taxa de retenção (82,3 % vs 67,3%; p ≤ 0,001) e maior sobrevida em meses (63,1 ± 1,45, CI = 60,2 – 65,9 vs. 47,5 ± 0,95, CI = 45,6 – 49,4 meses; p ≤ 0,001). Pacientes com EA tiveram menor risco de interromper tratamento anti TNF (Odds = 0,455, p<0,001), independente do sexo e da idade. A interrupção por ineficácia (6,2% vs 15,8% , p <0,001) e eventos adversos graves (5,9% vs 11,3% , P.003 ) foram menores na EA. A curva de sobrevida dos três anti TNF foi semelhante nos pacientes com EA. Na AR, o ETA apresentou maior taxa de retenção em comparação ao ADA e IFX. O risco de interrupção do ETA foi menor que o IFX (HR = 0,72 (IC = 0,53 - 0,96). Idade, sexo, uso de medicamentos concomitantes, atividade da doença, duração da doença, HLA B27 e fator reumatoide não foram associados com descontinuidade do tratamento nas duas doenças. Conclusão: Pacientes com EA tem maior sobrevida de tratamento com anti TNF independente do sexo e da idade. Também apresentam menor taxa de eventos adversos graves e parece estar relacionado ao mecanismo da doença, uma vez que possuem uma menor taxa de ineficácia.
Introduction: Treatment survival with biological therapy may be influenced by many factors and it seems to be different among various rheumatic diseases and biological agents. Objective: To compare the survival and causes of the discontinuation of antitumoral necrosis factor (anti TNF) therapy in Ankylosing Spondylitis (AS) with Rheumatoid Arthritis (RA). Methods: A population-based cohort of AS and RA patients from the Brazilian Registry of Biological Therapies in Rheumatic Diseases (BiobadaBrasil) included between 2008-2013. The observation time was up to 4 years following the introduction of the first treatment. Sex, age, disease duration, disease activity, comorbidities and concomitant therapies were assessed. Kaplan-Meier curve, Chisquare, Kruskal-Wallis and Wilcoxon-Mann-Whitney tests and Cox regression were used whenever appropriated. The p value < 0.05 was considered significant. Results: 1.303 patients were included, 67.2% were women, 50.5 ± 12.6 years old, 372 (28.5%) had AS and 931 (71.5%) had RA. As to the biological class of their anti TNF therapy, 38.7% (n = 504) used infliximabe (IFX), 34.9% (n = 455) used adalimumabe (ADA) and 26.4% (n = 344) used etanercepte (ETA). Patients with AS had highter retention rate (82.3 % vs 67.3%; p ≤ 0.001) and higher survival (42.67 ± 0.67, CI = 41.34-43.99 vs. 36.83 ± 0.54, CI = 35.77-37.89 months; p ≤ 0.001). Patients with SA have half risk of anti TNF discontinuation (odds = 0.455, p<0.001), regardless of sex and age. Discontinuation due to ineffectiveness (6.2% vs 15.8%, p<0.001) and adverse event (5.9% vs. 11.3%, p.003) was smaller in AS. Survival was similar to all 3 anti TNF for SA. The RA showed best retention rate for ETA compared to ADA and IFX in the RA. The risk of ETA discontinuation was lower than the IFX (HR = 0.72 (IC= 0.53-0.96). Age, sex, medication, disease activity, disease duration, HLA B27 and rheumatoid factor were not associated with treatment discontinuity in both disease. Conclusion: AS patients have higher survival by treatment with anti TNF independent of sex and age. They also have a lower rate of serious adverse events and seem to be related to the disease mechanism, since they have a lower rate of inefficiency.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5286
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