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dc.contributor.advisorAbreu, Gláucia Rodrigues de-
dc.date.accessioned2018-08-01T22:58:32Z-
dc.date.available2018-08-01-
dc.date.available2018-08-01T22:58:32Z-
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/7929-
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santopor
dc.titleEfeitos cardiovasculares e renais promovidos pelo tratamento crônico com tamoxifeno em ratas ooforectomizadas, normotensas e espontanemente hipertensaspor
dc.typemasterThesisen
dc.subject.udc612-
dc.subject.br-rjbnTamoxifenpor
dc.subject.br-rjbnCoração - Doençaspor
dc.subject.br-rjbnRins - Doençaspor
dc.subject.br-rjbnRato como animal de laboratóriopor
dcterms.abstractNo Brasil, tanto as doenças cardiovasculares como o câncer de mama são patologias que atingem grande parte da população feminina, principalmente na pós-menopausa. Coincidentemente, a faixa etária de risco para estas patologias (cardiovasculares e neoplásicas) é a mesma, havendo necessidade de avaliação conjunta em mulheres com câncer de mama e riscos cardiovasculares. Apesar de estar associado à redução dos riscos cardiovasculares, o estrogênio também contribui para o desenvolvimento da maioria dos cânceres de mama em mulheres. Desde 1998 o tamoxifeno foi aprovado para profilaxia do carcinoma mamário em mulheres de alto risco de desenvolvimento de câncer na mama contra lateral. Esta droga age como agonista dos receptores de estrogênio em alguns tecidos, e antagonista em outros, sendo por esta razão, conhecida como modulador seletivo dos receptores de estrogênio - SERMs. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do tamoxifeno sobre o metabolismo corporal, função renal, sistema cardiovascular, lipoproteínas e função hepática. O experimento foi composto por 36 ratas, castradas cirurgicamente, divididas em 4 grupos (n=9): Wistar controle (WC) e tratado com tamoxifeno (WT); ratos espontaneamente hipertensos-SHR controle (SC) e tratado com tamoxifeno (ST). Os animais foram mantidos em gaiolas metabólicas por 90 dias com livre acesso a ingestão de água e ração. O tamoxifeno foi administrado sobre a ração moída na concentração de 0.1 mg/dia/100g de peso corporal do animal. Diariamente, o volume ingerido de água, diurese e consumo de ração foram verificados e anotados. O peso corporal foi verificado semanalmente para ajuste da droga. Após o término do tratamento, as ratas foram anestesiadas com ketamina (10 mg/kg) e xilasina (50 mg/kg), foram feitas cateterizações da artéria femural e artéria carótida (com introdução da cânula até o ventrículo esquerdo-VE) e, após 24 h deste procedimento, com o animal acordado, foram feitas as verificações de pressão arterial média (PAM) e índice de contratilidade miocárdica através da velocidade máxima de desenvolvimento de pressão durante a fase isovolumétrica (dP/dtmax). Os resultados encontrados em nosso estudo demonstram que o ganho de peso corporal dos ratos tratados com tamoxifeno foi substancialmente menor em relação ao grupo controle, apesar do consumo de ração entre os grupos não apresentarem diferença. A relação da ingestão de líquidos/excreção urinária não mostrou diferenças entre os grupos. Em relação ao peso renal, o grupo ST apresentou redução significante do mesmo. Os níveis séricos de sódio, potássio e creatinina, assim como o sódio urinário, não sofreram alteração ao final do tratamento. A análise histopatológica da lâmina renal não demonstrou alteração entre os grupos normotensos e hipertensos. A freqüência cardíaca e pressão arterial média sofreram redução significativa no grupo ST seguido por redução na dP/dtmax. O peso úmido do VE também foi significativamente menor no grupo ST em relação ao controle (SC), porém sem alterações entre o grupo Wistar. O tratamento com tamoxifeno promoveu aumento do HDL colesterol no grupo ST se comparado ao SC, porém sem alterações no grupo Wistar. O LDL colesterol e o colesterol total tiveram redução significante nos animais tratados, normotensos e hipertensos. Níveis sanguíneos elevados de transaminases glutâmico pirúvico (TGP) e maior peso úmido hepático foram encontrados nos grupos WT e ST, em relação a seus controles. Com subsídios nos resultados adquiridos neste trabalho podemos concluir que o tratamento com tamoxifeno, em ratas, contribuiu para a redução de alguns fatores de risco de doença cardiovascular, durante o período de tratamento. O presente estudo abre possibilidades para que novos estudos clínicos possam confirmar os reais efeitos cardiovasculares e renais da terapia com tamoxifeno no tratamento do câncer de mama.por
dcterms.abstractCardiovascular diseases and breast cancer strike a large proportion of Brazilian women, especially at the post-menopause period. As both conditions afflict the same age group with corresponding health risks, there is a need for testing women with breast cancer for potential heart problems. Although estrogen is associated with a decrease in cardiovascular risks, it has also been identified as a contributor to the development of breast cancer in women. Tamoxifen was approved in 1998 for the treatment of breast cancer and is used for women at high risk of contralateral breast cancer. The drug acts as an estrogen receptor agonist in some tissues and as an antagonist in others and is part of a class of medication known as SERMs - selective estrogen receptor modulators. This study aimed at evaluating the effects of tamoxifen on body metabolism, renal function, cardiovascular system and hepatic function. The experiment was done with 36 female rats, surgically castrated, dived into 4 groups (n=9): Wistar control (WC), Wistar treated with tamoxifen (WT); spontaneous hypertensive rats – SHR control (SC), SHR treated with tamoxifen (ST). Rats were kept in metabolic cages for 90 days with free access to water and chow. Tamoxifen was administered at a concentration of 0.1 mg/day/100 g the rats’ body weight. Ingestion of water, dieresis and chow consumption were monitored and recorded on a daily basis, while body weight was weekly checked to adjust the drug regimen. Following treatment, rats were anesthetized with ketamin, (10 mg/kg) and xylozine (50 mg/kg) and catheterization of both the femoral artery and carotid artery (with the cannula until to the left ventricle) was performed an 24 hours later, with rats awake, mean arterial pressure (MAP) and myocardial contractility index were measured in maximum developed pressure during the isovolumetric phase (dP/dtmax). Our findings suggest that the body weight gain in tamoxifen-treated rats was significantly lower than in the control group, despite the fact that there was no difference in chow consumption. There was also no difference in the relation between liquid intake and urinary excretion in the groups. As to renal weight, the ST group showed a marked loss. Serum levels of sodium, potassium and creatinine remained unaltered after treatment. Histopathological analysis of the renal blade revealed no differences between hypertensive and normotensive groups. Heart rate (HR) and MAP decreased significantly in the ST group, followed by a decrease in dP/dtmax. The humid weight of the left ventricle was also significantly lower in the ST group as compared to the control group, but there were no alterations in the Wistar group. Treatment with tamofixen increased HDL cholesterol in the ST group when compared to the SC group, but again there were no alterations in the Wistar group. LDL cholesterol and total cholesterol were significantly reduced in the animals treated, both in the normotensive and the hypertensive. High levels of glutamic-pyruvic transaminase and liver humid weight were found in the WT and the ST groups, when compared to their control groups. The findings in our study show that tamoxifentreated female rats presented a lower risk of cardiovascular diseases for the duration of the treatment. Further research might confirm the cardiovascular and renal benefits of tamoxifen therapy in the treatment of breast cancer.eng
dcterms.creatorSipolatti, Walckiria Garcia Romero-
dcterms.formatTextpor
dcterms.issued2007-08-22-
dcterms.languageporpor
dc.publisher.countryBRpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicaspor
dc.publisher.initialsUFESpor
dc.subject.cnpqFisiologia-
dc.publisher.courseMestrado em Ciências Fisiológicaspor
dc.contributor.refereeAmorim, Maria Helena Costa-
dc.contributor.refereeGouvea, Sonia Alves-
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