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Título: Padrão de ativação cerebral em crianças com transtorno do espectro autista de alto e baixo desempenho cognitivo durante o processamento de imagens
Autor(es): Oliveira, Luziene Dalmaschio Biasutti de
Orientador: Palacios, Ester Miyuki Nakamura
Data do documento: 7-Dez-2015
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: OLIVEIRA, Luziene Dalmaschio Biasutti de. Padrão de ativação cerebral em crianças com transtorno do espectro autista de alto e baixo desempenho cognitivo durante o processamento de imagens. 2015. 97 f. Tese (Doutorado em Ciências Fisiológicas) - Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2015.
Resumo: Geralmente, os estudos avaliando a função cerebral no Transtorno do Espectro Autista (TEA) são realizados em sujeitos com alto desempenho (AD) cognitivo e interação social prejudicada. Muito poucos avaliaram a função cerebral em indivíduos com baixo desempenho (BD) cognitivo e baixa interação social. Este estudo examinou as diferenças na ativação cerebral em sujeitos com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista com alto e baixo desempenho cognitivo durante o processamento visual de faces e objetos, usando análise de LORETA de dados de ERP. Resultados: Nós examinamos as diferenças na ativação cerebral de sujeitos de 7 a 14 anos de idade com diagnóstico de TEA durante o processamento de estímulos visuais. Crianças com TEA sob um procedimento de ERP durante a visualização de imagens de faces e objetos familiares e não-familiares em uma tela de computador durante uma tarefa de reatividade a pistas visuais. As densidades de corrente do Giro Fusiforme (FG), Córtex Cingulado Posterior (CCP), Córtex Orbito Frontal (COF), Córtex Pré-Frontal dorsomedial (CPFdm) e Córtex Pré-Frontal ventromedial (CPFvm) foram medidas após a exposição ao estímulo. Dezoito crianças com TEA (idade média de 10,1 anos ± 2,2 DP, 16 meninos) apresentando uma média de QIT (WISC-III) de 87,2 (± 24,6 DP), variando de 46 a 137. A média do escore da Childhood Autism Rating Scale (CARS) foi de 34,7 (± 2,2 DP). A face familiar desencadeou a maior atividade cerebral, notavelmente no CPFdm e CPFvm, mas também no COF, CCP e GF bilateralmente em crianças com TEA com baixo desempenho intelectual. Uma análise de regressão linear evidenciou diminuição significativa nas densidades de corrente da fonte (DCFs) medidas no CCP direito e bilateralmente nos COF, CPFvm e CPFdm relacionada aos escores de QIT quando faces familiares eram visualizadas. Em contraste, quando faces não-familiares eram visualizadaso CPFvm e o CPFdm foram as áreas cerebrais menos ativadas, enquanto grande ativação foi observada no CCP e no GF, independente do QIT. Não foi encontrada relação significativa entre DCFs e escores de QIT quando as crianças com TEA visualizavam objetos, familiares ou não-familiares. Conclusão: Diferenças na ativação regional cerebral medidas por análise de LORETA de dados de PRE, especialmente em resposta a face familiar, podem indicar um potencial marcador com valor diagnóstico, e podem, inclusive, auxiliar no desenvolvimento de planos terapêuticos mais específicos para o tratamento das diferentes manifestações do TEA. Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista, Potenciais Relacionados a Eventos, reatividade a pista visual, LORETA.
Background: Previous studies of brain function in autism spectrum disorder (ASD) have involved subjects with high cognitive performance. Here, we aimed to investigate the potential differences in brain function in ASD subjects across the range of intellectual performance using a LORETA analysis of event-related potential (ERP) data. Results: We examined the differences in brain activation in subjects aged 7 to 14 years with an ASD diagnosis when processing visual stimuli. ASD children underwent an ERP procedure while viewing images of familiar or unfamiliar faces or objects on a computer screen during a visual cued reactivity task. Current densities of the fusiform gyrus (FG), posterior cingulate cortex (PCC), orbitofrontal cortex (OFC), dorsomedial prefrontal cortex (dmPFC) and ventromedial prefrontal cortex (vmPFC) were measured after stimuli exposure. Eighteen ASD children (mean age of 10.1 years ± 2.2 SD, 16 males) presented a mean FIQ (WISC-III) of 87.2 (± 24.6 SD), ranging from 46 to 137. The mean Childhood Autism Rating Scale (CARS) score was 34.7 (± 2.2 SD).
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8082
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