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Título: #EstuproNãoÉCulpaDaVítima : as narrativas construídas no twitter sobre o estupro cometido no Rio de Janeiro
Autor(es): Gonçalves, Bianca Bortolon
Orientador: Lima, Fabio Luiz Malini de
Data do documento: 20-Ago-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: No dia 25 de maio de 2016 foi divulgado no Twitter o vídeo de um estupro coletivo a uma adolescente, ocorrido em comunidade no Rio de Janeiro. O fato levantou, entre os usuários da rede social, um debate sobre a persistência do estupro na sociedade brasileiro e culminou em campanhas online contra a cultura do estupro, conceito central ao movimento feminista, norteadas pelas hashtags #EstuproNuncaMais e #EstuproNãoÉCulpaDaVítima. Este trabalho busca analisar as narrativas construídas no Twitter sobre o estupro coletivo sofrido pela adolescente no Twitter. Utilizando a metodologia de análise perspectivista de redes proposta por Malini (2016), os objetivos principais foram compreender os modos como os usuários da rede social se posicionaram em relação ao caso e identificar quais as temáticas mais recorrentes, como também reconhecer o papel da teoria feminista na construção de tais discursos. Além disso, é introduzida a questão do ciberespaço como território de ação social a partir dos conceitos de territorialidade, autocomunicação de massa e do recente histórico de manifestações online. Após a análise, concluiu-se que as campanhas online tiveram forte influência do pensamento feminista mas não do movimento em si, tendo o mundo dos fandoms como principal fator para a elevação da campanha ao status de viralização. Observou-se também a utilização da ferramenta de menções como modo de denúncia e, além disso, o alto número de usuários aliado a uma baixa quantidade de comunidades de perfis e ao aumento percentual explosivo do uso de hashtags como possíveis dados para a formulação de um índice de viralidade de campanhas em rede.
On May 25, 2016, the video of a collective rape to an adolescent, held in a community in Rio de Janeiro, was published on Twitter. The fact rose among the users of the social network a debate about the persistence of rape in Brazilian society and culminated in online campaigns against rape culture, a central concept to the feminist movement, guided by the hashtags #EstuproNuncaMais and #EstuproNãoÉCulpaDaVítima. This study aims to analyze the narratives built on Twitter about the collective rape suffered by the teenager on Twitter. Using the perspectivist network analysis methodology proposed by Malini (2016), the main objectives were to understand the ways in which social network users have positioned themselves in relation to the case and to identify the most recurrent themes, as well as to recognize the role of feminist theory in the construction of such narratives. In addition, the matter of cyberspace is introduced as a territory for social activity based on the concepts of territoriality, mass self-communication and the recent history of online demonstrations. After the analysis, it was concluded that the online campaign had a strong influence of the feminist thought but not of the movement itself, having the world of fandoms as a main factor for the campaign’s elevation to a viral status. It was also observed the use of the mentions tool as a way of reporting and, in addition, the high number of users allied to a low number of profile communities and the explosive percentage increase of the use of hashtags as possible data for formulating a virality index of networked campaigns.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10509
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