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Título: A participação de crianças e familiares no cuidado em saúde mental : um grupo GAM no CAPSi de Vitória-ES
Autor(es): Gonçalves, Luana Gaigher
Orientador: Caliman, Luciana Vieira
César, Janaína Mariano
Data do documento: 10-Set-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Como as crianças podem participar do cuidado em saúde mental? Como aquelas que historicamente não são vistas como sendo responsáveis e tendo condições de responderem por si podem ter direito a participar, opinar, se expressar? Este trabalho parte de uma pesquisa situada no campo da Saúde Mental Infanto-juvenil que visa problematizar a baixa participação de crianças e seus familiares nos tratamentos, principalmente no que tange à gestão da medicação. Apesar dos avanços obtidos no processo da Reforma Psiquiátrica brasileira e das mudanças significativas em relação aos modelos de atenção e gestão nas práticas de saúde, a questão da medicação é ainda um ponto nevrálgico nesse processo. As experiências vividas pelos usuários de saúde mental e seus familiares raramente são consideradas como parte do saber em relação ao tratamento. E quando esses usuários tratamse de crianças, essa problemática se torna ainda mais complexa e desafiadora. Além dos engessamentos e barreiras impostas pela produção do diagnóstico de transtorno mental, essas crianças também são marcadas por uma certa construção histórica de imagens da infância, as quais, por um lado, possibilitaram a proteção das crianças, mas, por outro, acabaram gerando impossibilidades e limites à participação infantil em seus processos de cuidado. A partir da proposição de um Grupo de Intervenção com familiares no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil (CAPSi), baseado na Estratégia da Gestão Autônoma da Medicação (GAM) esta pesquisa teve como direção de trabalho a deterioração de algumas imagens cristalizadas da infância, apostando, então, na construção de outras relações com as crianças, de outros modos de pensar e de estar com elas, tendo como investimento ético-político o exercício da participação.
How can children participate in the care for their own mental health? How can those that historically are not seen as responsible or capable of answering for their own lives have the right to participate, voice opinions or express themselves? This work is part of a research situated in the field of child and adolescent mental health that seeks to problematize the low participation of children and their families in treatment, especially regarding the management of medication. In spite of the progress achieved in the process of the Brazilian Psychiatric Reform and the significant changes in the models of care and management in health practices, the matter of medication is still a sore point. The experiences of mental health service users and their relatives are rarely considered as part of the knowledge regarding treatment. And when these users are children, the problem becomes even more complex and challenging. In addition to the difficulties and barriers imposed by the production of mental disorder diagnoses, these children are also marked by a certain historical construction of childhood images, which on the one hand made it possible to protect children, but on the other, ended up generating impossibilities and putting limits on children’s participation in their care processes. Through the proposition of an Intervention Group (GI) with family members in the Center for Child and Youth Psychosocial Care (CAPSi), based on the strategy of the Autonomous Management of Medication (GAM), this research had as its guideline of work the deterioration of certain crystallized images of childhood. The hope of this work was to cultivate other possible relations with children — which involve other ways of thinking about and being with them — considering the exercise of participation an ethical-political investment.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10654
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