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Título: Cartografia e performance: entrecruzamentos corporais
Autor(es): Souza, Iure Santos de
Orientador: Girardi, Gisele
Data do documento: 29-Ago-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: O modo como compreendemos o espaço é muito importante, pois ele influencia largamente na maneira como compreendemos o mundo, como compreendemos os outros, como nos relacionamos e como fazemos política. A Cartografia é uma poderosa linguagem tanto para buscar apreender o espaço quanto para representa-lo. Contudo, não existe representação neutra. Os mapas implicam imaginações espaciais que nos educam frente ao mundo, impondo valores, desejos, atitudes, políticas... se os mapas que lidamos reafirmam repetidos valores, seremos influenciados por eles. Por isso nos propusemos a pensar a Cartografia para além da representação, buscando transgredir esse tipo de educação. Estimulados por geógrafos pós-estruturalistas que lançam desafios para a Cartografia contemporânea, vislumbramos na arte da performance uma possibilidade de produzir mapas para além da representação, de modo que o próprio corpo do artista seja o produtor de mapas, estimulando compreensões e criações de mundos a partir da relação do público com a performance criada, a fim de que as imaginações espaciais resultantes dessas relações possam estimular um efetivo posicionamento político frente a um futuro que está sendo construído e portanto, alterado a cada instante por todos nós que ousamos viver e criar.
The way we understand space is very important because it greatly influences how we understand the world, how we perceive others, how we relate to each other, and how we do politics. Cartography is a powerful language, both to lead us to apprehend the space in which we live and also to represent it. However, there is no neutral representation. Maps imply spatial imaginations that educate us before the world, imposing values, desires, attitudes, policies... If the maps we deal with reaffirm repeated values, we will be influenced by them. That is why we set out to think Cartography beyond representation, aiming to transgress this type of education. Encouraged by post-structuralist geographers who challenge contemporary Cartography, we see in performance art a possibility of producing maps beyond representation, so that the artist's own body is the producer of maps, stimulating understandings and creations of worlds from the relation of the public to the created performance. It allows the spatial imagery resulting from these relations to stimulate an effective political positioning in front of a future that is being constructed and, therefore, altered at any moment by all of us that dare to live and to create
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10672
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