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Título: Deixar-se escrever : mulheres, poder e resistência
Autor(es): Silva, Soleane Portes e
Orientador: Machado, Leila Domingues
Data do documento: 25-Fev-2019
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: Durante o mestrado e mesmo antes, em encontros com mulheres, nos inspiramos. De modo presencial, em atendimentos psicoterapêuticos, nas ruas, em eventos sociais, reuniões informais. Virtualmente, por meio de aplicativos de mensagens e mídias sociais. Foram feitas buscas/olhares/rastreios, guiados por percepções, emoções, pensamentos. Encontros que aconteceram individualmente ou em grupo, em sua maioria, de modo espontâneo. Neles, ouvimos histórias, assistimos cenas, conversamos sobre diversos assuntos e fomos percebendo que havia uma linha que os atravessava. O que as mulheres desses encontros têm em comum? Elas vivem histórias cheias de atritos que atribuímos acontecerem pelo fato de serem mulheres. Esta linha estava marcada por jogos de força, que identificamos serem incessantes exercícios de poder e de resistência, tais como Foucault os apresenta. Estas mulheres, cada uma a seu modo e de acordo com suas singularidades, são capturadas e resistem, escapam e são novamente capturadas, e resistem.... Juntas, fomos procurando palavras e modos amorosos de contar as histórias. Neste ponto, encontramos Barthes e Benjamim, que nos ajudaram a compor a escrita de vidas como um gesto coletivo, não fiel às completudes e totalizações, que pode ser criativa, sensual, que destaca a importância da experiência, que não tem pressa e não se preocupa com o encadeamento ou a sequência exata dos fatos, que salienta e prima pelos fragmentos, trechos. Uma escrita com sabores, assim forjamos as escritações: um jeito nosso de conceber estas composições. As escritações são histórias, advém de casos que aconteceram, mas elas não são necessariamente um relato deles. Histórias que nos ajudaram a entender e a dialogar com os conceitos.
During the master’s degree and even before, in meetings with women, we were inspired. In person, in psychotherapeutic consultations, in the streets, in social events, informal meetings. Virtually, through messaging and social media applications. There were searches / looks / traces, guided by perceptions, emotions, thoughts. Encounters that happened individually or in groups, mostly spontaneously. In them, we heard stories, watched scenes, talked about several and various subjects and we realized that there was a line that went through them. What do the women of these encounters have in common? They live stories full of conflict-friction that we atribute to the fact they are women. This line was marked by contests of force, which we identify as incessant exercises of power and resistance, as Foucault presents them. These women, each one in their own way and according to their singularities, are captured and resist, escape and are captured over again, and resist .... Together, we were searching for words and loving ways to tell the stories. At this point we found Barthes and Benjamin, who have helped us to compose the writing of lives as a collective gesture, not faithful to completeness and totalizations. A writing that can be creative, sensual, and highlights the importance of experience. A writing that does not hurry or worries about the chain or exact sequence of facts, that gives importance to the fragments. A writing with flavors. From these we forged the escritações: our own way to conceive our compositions. The escritações are stories, they come from cases that happened, but they are not necessarily a report of them. And they helped us to understand and dialogue with the concepts.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11123
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