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Título: As fabuloinvenções das crianças nos agenciamentos dos currículos
Autor(es): Gonçalves, Camilla Borini Vazzoler
Orientador: Carvalho, Janete Magalhães
Data do documento: 16-Mai-2019
Citação: GONÇALVES, Camilla Borini Vazzoler. As fabuloinvenções das crianças nos agenciamentos dos currículos. 2019. 155 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Educação, Vitória, 2019.
Resumo: Esta dissertação é um convite, ou melhor, um (des)convite a uma caminhada por um labirintoescola. Trata de um percurso no qual percalços, bifurcações e trilhas produzidas pelas crianças indicaram possíveis caminhos para pensar o currículo produzido no centro de educação infantil localizado no município de Vitória-ES. Objetiva, desse modo, cartografar conhecimentos, linguagens, afetos e afeções potencializados pela docência das professoras e as fabuloinvenções das crianças no cotidiano de uma escola de educação infantil. Para tanto, recorre-se a algumas ferramentas conceituais produzidas por Gilles Deleuze, Felix Guattari, David Lapoujade e tantos outros. Esses autores nos ajudam a pensar a vida e a produção de conhecimento e aprendizagens a partir da filosofia da diferença, sendo interlocutores para problematizar a criança, a infância, os currículos e os processos diferenciais de educação. Utiliza-se, assim, da cartografia como caminho metodológico em que, junto às crianças, se perscrutam as dobras que elas produziram nos currículos pensados pelas professoras. Para isso, mergulha-se no centro de educação infantil com o caderno de campo e máquina fotográfica no desejo de registrar as intensidades que transpassaram o corpo da cartógrafa. Defende, portanto, que os processos imanentes de aprendizagens que não cabem em procedimentos universais e totalizantes ou que podem ser definidos, como sugere a Base Nacional Comum Curricular, em códigos alfanuméricos. Aposta, com as crianças, em processos imanentes de criação que não cabem em códigos, o que leva a caminhada pelo labirinto a tornar-serizomática, colocando em suspensão o labirinto cartesiano dos currículos prescritivos. Evidencia como fabuloinvenções das crianças tornaram-se potência de investigação curricular, de modo que, ao fabularem e inventarem, as crianças criam processos de aprendizagens que não cabem em códigos, mas que se dobram em mundos possíveis que tendem ao infinito.
This dissertation is an invitation, or rather, an (un)invitation to a walk through a schoolmaze. It is a path in which mishaps, bifurcations and trails produced by children indicate possible ways to think about the curriculum produced at a school located in the city of Vitória-ES. It aims, therefore, to map knowledge, affection languages and affections potentiated by the teaching of the teachers and the fableinventions of the children in the daily life of a school. To do so, we use some conceptual tools produced by Gilles Deleuze, Felix Guattari, David Lapoujade and many others. These authors help us think about life and the production of knowledge and learning from the philosophy of difference, being interlocutors to problematize the child, childhood, curriculum and differential processes of education. Cartography is thus used as a methodological pathway in which, together with the children, the folds they produce in the curriculum thought by the teachers are examined. To do this, we immerse in the school with the field notebook and photographic camera in the desire to record the intensities that have passed through the body of the cartographer. Therefore, we defend that immanent processes of learning that do not fit into universal and total procedures or that can be defined, as suggested by the National Curricular Common Base, in alphanumeric codes. We bet that children on immanent processes of creation do not fit into codes, which leads the labyrinth to become rhizomatic, putting in suspension the Cartesian labyrinth of prescriptive curriculum. This text evidence how children's fableinventions have become a power of curriculum research, so that in the process of fabulate and invent, children create learning processes that do not fit into codes, but which fold into possible worlds that tend to infinity.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11250
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