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dc.contributor.advisorSantos, Jorge Luis Gonçalves dos-
dc.date.accessioned2019-07-02T02:13:50Z-
dc.date.available2019-07-01-
dc.date.available2019-07-02T02:13:50Z-
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/11289-
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santopor
dc.subjectPsicanálisepor
dc.subjectSaúde mental infanto-juvenilpor
dc.subjectClínicapor
dc.subjectAutismopor
dc.subjectSujeitopor
dc.subjectPsychoanalysiseng
dc.subjectMental healtheng
dc.subjectCliniceng
dc.subjectAutismeng
dc.subjectSubjectivityeng
dc.titleInterseção psicanálise e saúde mental : o sujeito como bússola das in(ter)venções no autismopor
dc.typemasterThesiseng
dc.subject.udc159.9-
dcterms.abstractEsta pesquisa tem por objetivo investigar a incidência do conceito psicanalítico de sujeito na clínica do autismo. A base teórica desta investigação é a psicanálise orientada por Lacan, em seu compromisso de manter viva a teoria e a clínica inventada por Freud, o que implica a “visada no sujeito”. Assim, inicia-se esta dissertação, no Capítulo 1, delimitando o conceito de sujeito para a psicanálise lacaniana. Em especial, no que se convencionou chamar de seu primeiro ensino, uma vez que, neste momento, o psicanalista se debruça sobre o processo de constituição subjetiva, que tanto nos interessa na clínica do autismo. Neste contexto, o sujeito é pensado em sua dependência radical à estrutura da linguagem e ao campo do Outro. A seguir, no Capítulo 2, propõe-se trabalhar o sujeito em sua articulação com o social, pois, tanto para a psicanálise quanto para a saúde mental, a referência ao laço social é fundamental. Do lado da psicanálise, o laço social é abordado na perspectiva de Lacan, do seu Seminário 17: O avesso da psicanálise. No campo da saúde pública brasileira, recorre-se aos documentos do Ministério da Saúde. Neste sentido, tenta-se alcançar os debates recentes sobre o tipo de atendimento mais adequado e eficiente aos autistas, além de acompanhar a concepção de sujeito que comparece nestes textos. Constata-se que psicanálise e saúde mental se interessam pelo sujeito e que, apesar das diferenças entre esses dois campos na forma de concebê-lo, na saúde mental infantojuvenil essas noções se aproximam. Por fim, no Capítulo 3, aborda-se os efeitos da incidência do conceito de sujeito sustentado pela psicanálise na interseção com o campo da saúde mental infanto-juvenil, em uma práxis psicanalítica, um grupo com crianças autistas realizado no CAPSi de Vitória-ES em parceria com a UFES. Para isso, delimitam-se as orientações deste grupo fundamentadas nos princípios da psicanálise, que visavam o mesmo objetivo: acolher e favorecer a emergência do sujeito. Cada criança foi acolhida em sua singularidade, dando lugar para o comparecimento da subjetividade no grupo. Além disso, sublinha-se a incidência desta proposta do grupo em cada uma das três crianças, ressaltando a vivência do grupo no singular. Na atualidade, enfocar a noção de sujeito também passa por uma estratégia de marcar a posição política da psicanálise na Batalha do autismo, travada cotidianamente pelos psicanalistas tocados pela clínica do autismo. A psicanálise toma o autista como um sujeito a devir, em contraposição à visão do autista como um deficiente. Conclui-se que o psicanalista inserido numa instituição pública de saúde mental contribui, com seu ato, para sustentar a possibilidade de práticas inventivas que levam em conta o singular de cada criança denominada como autista e o que elas conseguem oferecer ao laço social.por
dcterms.abstractThis research aims to investigate the incidence of the psychoanalytical concept of subject in the autism clinic. The theoretical basis of this investigation is Lacanian oriented psychoanalysis, in its commitment to keep Freudian theory and clinical practice alive, which implies the “focus on the subject”. Thus, one begins this dissertation, in Chapter 1, by circumscribing the concept of subject in Lacanian psychoanalysis. Specially, in his so called first teaching, insofar as, in this moment, the psychoanalyst is concerned with the process of subjective constitution, pivotal to the autism clinic. In this context, the subject is thought in its radical dependence to the structure of language and the realm of the Other. Next, in Chapter 2, one proposes to consider the subject in its articulation to the social, for, both to psychoanalysis and mental health, the reference to social bond is fundamental. Regarding psychoanalysis, social bond is approached from the perspective of Lacan’s Seminar 17: The other side of psychoanalysis (1969- 1970/1992). In the field of Brazilian public health, one resorts to documents from the State Department of Health. In this sense, one tries to contemplate the recent debates on the most adequate and efficient course of treatment for autistic patients, as well as to keep up with the conception of subject which appears in those texts. One verifies that psychoanalysis and mental health are both interested in the subject and that, despite the differences in the manner of conceiving it, this notions are surprisingly close to one another in the domain of child and juvenile mental health. Lastly, in Chapter 3, one takes into account the effects of the incidence of the concept of subject sustained by psychoanalysis, in its intersection with the aforementioned field of child and juvenile mental health, in a psychoanalytical praxis: a group of autistic children attended to in the Infantile Psychosocial Attention Centre of Vitória-ES in partnership with the Federal University of Espírito Santo. The guidelines that oriented the referred group work were grounded on psychoanalytical principles which aimed for a single purpose: to enable and to welcome the emergence of the subject. Each children was fostered in his/hers singularity, promoting the disclosure of subjectivity in the group. Furthermore, one stresses the incidence of the group work proposal in each of the three children who had been taken into care, highlighting the importance of the group experience in the singular. In present days, to emphasize the notion of subject is also a strategy to mark the political position of psychoanalysis in the Battle of autism, fought daily by psychoanalysts concerned by the autism clinic. Psychoanalysis considers the autistic child as a subject in becoming, in opposition to the perspective which proclaims he/she to be a disabled person. One concludes that the psychoanalyst working in a mental health public institution contributes, with his/hers act, to support the possibility of inventive practices which include both the singularity of each children labelled as autistic and that which they can offer to the social bond.eng
dcterms.creatorImperial, Renata Coelho Tavares-
dcterms.formattexteng
dcterms.issued2019-03-29-
dcterms.languageporeng
dc.publisher.countryBRpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Psicologia Institucionalpor
dc.publisher.initialsUFESpor
dc.subject.cnpqPsicologiapor
dc.publisher.courseMestrado em Psicologia Institucionalpor
dc.contributor.refereeVorcaro, Ângela Maria Resende-
dc.contributor.refereeMiranda, Ana Augusta Wanderley Rodrigues de-
dc.contributor.advisor-coLucero, Ariana-
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