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Título: Enriquecimento ambiental como estratégia não farmacológica para prevenção dos efeitos de longo prazo da separação maternal
Autor(es): Ribeiro, Laisa Barroso
Orientador: Bittencourt, Ana Paula Santana de Vasconcellos
Coorientador: Bittencourt, Athelson Stefanon
Palavras-chave: Maternal separation
Psychiatric disorders
Environmental
Separação maternal
Transtornos psiquiátricos
Data do documento: 21-Ago-2015
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: RIBEIRO, Laisa Barroso. Enriquecimento ambiental como estratégia não farmacológica para prevenção dos efeitos de longo prazo da separação maternal. 2015. 81 f. Dissertação (Mestrado em Bioquímica e Farmacologia) - Programa de Pós-Graduação em Bioquímica e Farmacologia, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2015.
Resumo: A relação maternal perinatal tem fundamental importância no desenvolvimento de circuitos neurais saudáveis que permanecerão como herança mental ao longo da vida. Logo, eventos adversos nesse período tem potencial para desencadear psicopatologias na idade adulta, aumentando a vulnerabilidade a transtornos psiquiátricos e abuso de substâncias. Neste trabalho foi realizada a Separação Maternal (SM) em ratos Wistar machos, no intuito de mimetizar um evento estressor sustentado na infância de humanos. Em seguida, os animais foram submetidos ao protocolo de Enriquecimento Ambiental, uma estratégia não farmacológica empregada num período de plasticidade cerebral, como estratégia potencial para reverter os efeitos prejudiciais da SM. Na idade adulta, procederam-se os testes comportamentais, para aferição de depressão, ansiedade e abuso de álcool, e bioquímicos, como a dosagem de corticosterona plasmática, indicativo da reatividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) ao estresse agudo, e dosagem de dopamina e seus metabólitos em estruturas envolvidas em processo de gratificação cerebral via mesocorticolímbica (núcleo accumbens e córtex pré-frontal). A análise estatística foi realizada por meio do teste t de Student, análise de variância de uma via, duas vias, três vias ou medidas repetidas. Observamos que um protocolo de SM mais extenso tem maior impacto no desenvolvimento de comportamento depressivo na idade adulta. Não observamos hiperresponsividade do eixo HHA em animais separados em resposta a estresse agudo. O EA aumentou a preferência pelo consumo de sacarose e SM e EA concomitantemente aumentaram os comportamentos ativos no Teste do Nado Forçado, sugerindo potencial antidepressivo do EA. O EA parece ter potencial ansiolítico, ao reduzir a ansiedade aprendida aversiva no Teste de Odor de Predador, sem efeito significativo da SM nesses comportamentos. A SM aumenta a preferência pelo consumo de etanol e o EA foi capaz de prevenir esse efeito. No córtex pré-frontal a SM aumentou a quantidade de dopamina e o EA aumentou o turnover dopaminérgico, sugerindo recuperação até certo ponto da atividade dopaminérgica cortical. No núcleo accumbens, SM e EA concomitantemente reduziram os níveis de DOPAC, sem alteração no turnover dopaminérgico. SM e EA parecem não interferir nas memórias de curta e longa duração. Dessa forma, observamos por meio de alterações comportamentais e bioquímicas que eventos adversos perinatais aumentam a vulnerabilidade ao desenvolvimento de abuso de álcool e outros transtornos psiquiátricos na idade adulta; e o EA, empregado na fase de plasticidade neural, tem potencial para exercer efeito compensatório sobre os déficits gerados.
The perinatal maternal relationship has a fundamental importance in the development of healthy neural circuits that remain as mental bequest throughout life. In this sense, adverse events in this period have the potential to induce psychopathology in adulthood, increasing vulnerability to psychiatric disorders and substance abuse. In this study, the Maternal Separation (MS) was performed in male Wistar rats, with the intention to mimic a sustained stress in human childhood. After that, the animals were submitted to the Environmental Enrichment protocol, a nonpharmacological strategy employed during a strong brain plasticity period, in order to prevent the harmful effects of MS. In adulthood, we proceeded to the behavioral tests for evaluate depression, anxiety and alcohol abuse, as well as biochemical tests as the analysis of plasmatic corticosterone, indicative of the reactivity of the hypothalamus-pituitary-adrenal (HPA) axis to acute stress, and analysis dopamine and metabolites in structures involved in brain reward process – the mesocorticolimbic way (nucleus accumbens and prefrontal cortex). Statistical analysis was performed using the Student t test and one-way, two-way, three-way or repeated measures analysis of variance (ANOVA)
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7878
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