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Título: Senhoras de si : problematizando as incidências das biopolíticas nos corpos que sangram e co-produzindo narrativas que (re)inventam a vida a partir da prática do aborto
Autor(es): Barone, María Antonella
Orientador: Rodrigues, Alexsandro
Palavras-chave: Ativismo
Data do documento: 23-Fev-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: BARONE, María Antonella. Senhoras de si: problematizando as incidências das biopolíticas nos corpos que sangram e co-produzindo narrativas que (re)inventam a vida a partir da prática do aborto. 2018. 161 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Institucional) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Institucional, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2018.
Resumo: A presente escrita é resultante de mais um caminho feito pelas Senhoras de Si. Elas são as narrativas dos corpos engravidantes que abortam. Trabalhamos com as narrativas que estão publicadas na internet, por meio das quais, coletivizaram os afetos das suas experiências. Mas não só. Também co-criamos contos breves para contar histórias de vida e aborto. No contexto de criminalização do aborto no Brasil, problematizamos as incidências das biopolíticas nos corpos que sangram (menstruam) e abortam, e nos dispomos, nessa pesquisa, a produzir junto com eles, outras imagens sobre a prática abortiva. Nos colocamos na tarefa de co-produzir imagens alternas, imagens-vida através de pinturas, poesias, músicas, tirinhas, quadrinhos, ilustrações, filmes, documentários, performances e outras obras artísticas que têm o potencial político de produzir outras narrativas sobre a prática do aborto. Dessa forma, destacamos o conceito de artivismo (neologismo composto pelas palavras arte e ativismo) como uma possibilidade que coloca em questão a ideia de aborto como trauma, tirando os mitos e o drama que, sobre ele, se produz. A arte, como ferramenta, permite criar outras narrativas infames e inventivas que, junto aos feminismos, os ativismos e em diálogos com outros saberes, produzem redes e acionam coletivos a modo de rizoma, produzindo, assim, um comum. Não fazemos neste trabalho, um exame do que configuraria uma definição de arte, o que nos interessa são os agenciamentos que a interpenetração de ambos conceitos arte e ativismo- produzem. O texto contém algumas reflexões sobre a possibilidade de se pensar na produção de subjetividades aborteiras. Na criação das redes de solidariedade, as aborteiras colocam-se na ação, intervêm nos processos e propõem significações alternativas sobre a prática abortiva. Nessas práticas, produzem outros possíveis, questionando, assim, as normas e suas estruturas. Trazemos no texto, uma problematização da interseccionalidade como uma categoria de análise que apresenta possibilidades e alguns limites. Nos perguntamos, também, sobre a ingerência das leis nos corpos que abortam e a possibilidade da legitimação da prática que consideramos preciso analisar à hora de fazer políticas para uma transformação social. Porque nos importamos com a vida é que esse texto (re)existe. Fazemos especial ênfase na importância de recuperar o conceito de vida para falar sobre aborto. Nos perguntamos assim que vida nos importa? Palavras-chave: aborto; artivismo; biopolítica; interseccionalidade; narrativas; redes,aborteiras.
La presente escrita es resultante de un camino de investigación hecho por las Señoras de Si. Viene a sumarse a los esfuerzos de las que la anteceden. La componen las narrativas de los cuerpos con capacidad de gestar que abortan y que colectivizan los afectos de sus experiencias con relatos, historias en internet, pero no solamente. También co-creamos, con ellas, breves cuentos para contar historias de vida y aborto. En un contexto de criminalización del aborto en Brasil, problematizamos las incidencias de las biopolíticas en los cuerpos que sangran (menstrúan) y abortan y nos disponemos en esta investigación, a producir junto con ellos, otras imágenes sobre la práctica abortiva. Es decir, nos colocamos en la tarea de producir juntas imágenes alternas, imágenes-vida a través de pinturas, poesías, músicas, historietas, ilustraciones, cine, documentales, performances y otras obras artísticas que tienen el potencial político de producir otras narrativas sobre a práctica do aborto. De esa forma, destacamos el concepto de artivismo como una posibilidad que cuestiona la idea de aborto traumático, desprendiéndolo de los mitos y del drama que sobre él se producen. El arte como una herramienta permite crear otras narrativas infames e inventivas que, junto a los feminismos y en diálogos con otros saberes, producen redes y accionan colectivos a modo de rizoma, produciendo así, un común. En este trabajo no hacemos un examen de lo que se define como arte, lo que nos interesa son los agenciamientos que produce la interpenetración de ambos conceptos – arte y activismo-. O texto contiene algunas reflexiones sobre la posibilidad de pensarse en la producción de subjetividades aborteras, que intervienen en los procesos y proponen significaciones alternativas sobre la práctica abortiva. En la creación de redes, las aborteras se colocan en acción. Así generan otros posibles, cuestionando las normas y sus estructuras. Traemos en el texto una problematización de la interseccionalidad como una categoría de análisis que presenta posibilidades y algunos límites. Nos preguntamos también la problemática de la legalización del aborto y la legitimidad de los abortos como contrapuntos sobre la injerencia de las leyes en los cuerpos que abortan y la posibilidad de la legitimación de la práctica que consideramos necesario analizar a la hora de hacer políticas para una transformación social. Porque nos importamos con la vida es que este texto (re)existe. Hacemos especial énfasis en la importancia de recuperar el concepto vida para hablar sobre el aborto. Nos preguntamos entonces: ¿qué vida nos importa?
The present writing is the result of a research route made by the Ladies of Si, which is added to the efforts of those who precede them. They are the narratives of the pregnant bodies that abort and that collectivize the affections of their experiences with information, reports, stories on the Internet and beyond. Also, we co-created with them short stories to tell stories of life and abortion. Thinking about the context of criminalization of abortion in Brazil, we problematize the effects of biopolitics on the bodies that bleed and abort, and we are willing, in this research, to produce with them other images about abortive practice. We put ourselves in the task of co-producing alternate images, life-images through paintings, poetry, songs, comics, comics, illustrations, cinema, documentaries, performances and other artistic works that have the political potential to produce other narratives about the practice of abortion. In this way, we highlight the concept of artivism (neologism composed by the words art and activism) as a possibility that calls into question the idea of abortion as trauma, taking away the myths and the drama that is produced about it. The art tool allows us to create other infamous and inventive narratives as a form of activism that, together with feminisms and in dialogues with other knowledge, produce networks and trigger collective rhizomes, thus producing a common. We do not do in this work, an examination of what would define a definition of art, what interests us are the assemblages that the interpenetration of both concepts - art and activism - produce. The text contains some reflections on the possibility of thinking about the production of abortive subjectivities, which are those that intervene in the processes and propose alternative meanings on the practice of abortion. In the creation of networks of solidarity, the abortionists are put into action. In these practices they produce other possible ones, thus questioning the norms and their structures. We bring in the text, a problematization of intersectionality as a category of analysis that presents possibilities and some limits. We also ask ourselves about the interference of laws in the bodies that abort and the possibility of legitimizing the practice that we consider necessary to analyze when making policies for a social transformation. Because we care about life, this text (re) exists. We place special emphasis on the importance of reclaiming the concept of life to talk about abortion. So we ask ourselves what life matters to us?
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9022
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