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Título: Distribuição geográfica histórica e recente da ariranha Pteronura brasiliensis (Carnivora, Mustelidae)
Autor(es): Colodetti, Amanda Francischetto
Orientador: Mendes, Sérgio Lucena
Data do documento: 24-Abr-2014
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: A ariranha é um carnívoro semi-aquático com hábitos diurnos e sociais. É considerada a maior lontra do mundo e também uma das mais ameaçadas. Distribuía-se amplamente pela América do Sul, ocorrendo em todos os países, exceto Chile. Sua distribuição geográfica, entretanto, vem sofrendo alterações nos últimos séculos. Este trabalho teve como objetivos (i) estimar a distribuição geográfica histórica e recente da ariranha; (ii) estimar a contração ocorrida na distribuição; e (iii) relacionar a ocorrência atual da espécie no Brasil aos remanescentes vegetais e à densidade populacional humana (DPH). Para isso, foi feito um extenso levantamento de registros de localidades de ocorrência da espécie. A estimativa da distribuição geográfica foi realizada com o auxílio do algoritmo alpha-shape e a área obtida para as distribuições histórica e recente foi 9.817.116 km2 e 5.984.901 km2, respectivamente. A contração da distribuição foi estimada a partir da comparação entre as distribuições, chegando-se a um resultado de aproximadamente 40% de redução de área, representado pela extinção da ariranha nos limites sul e leste da distribuição histórica. Essa contração foi analisada nos ambientes das ecorregiões aquáticas e terrestres, a fim de verificar os ambientes ocupados pela espécie e também aqueles dos quais ela foi extinta. Essa análise indicou que a espécie desapareceu não apenas de alguns ambientes, mas de pelo menos uma parte de todos os ambientes que ocupava. Ao relacionar a ocupação atual da ariranha no Brasil com os remanescentes vegetais e com a DPH, foi possível constatar que a contração está relacionada primariamente à influência antrópica. Isso porque a ariranha permaneceu nas áreas com presença de remanescentes e baixos níveis de DPH, enquanto nas áreas onde atualmente ela é considerada extinta o ambiente foi modificado e as médias de DPH são elevadas. Diversas são as ameaças à espécie citadas na literatura, estando todas relacionadas com a ação antrópica, como a poluição de rios, destruição e fragmentação do hábitat. A redução de 40% de sua distribuição geográfica também representa a eliminação de seu papel ecológico nessas regiões, impactando negativamente os ecossistemas e contribuindo para o empobrecimento da biodiversidade. Os resultados obtidos nesse estudo podem contribuir para a elaboração de estratégias conservacionistas, como a reintrodução da ariranha em áreas onde ela foi extinta.
The giant otter is a semi-aquatic carnivore with diurnal and social habits. It is considered the largest otter in the world and also one of the most endangered. Was distributed widely in South America, occurring in all countries, except Chile. Their geographic range, however, has been changing in recent centuries. This study aimed (i) to estimate the historical and recent geographic range of the giant otter; (ii) to estimate the range contraction; and (iii) to relate the current occurrence of the species in Brazil to remaining vegetation and human population density (DPH). For this, we made an extensive survey of species occurrence records. The estimate of the geographic range was performed with the aid of alpha-shape algorithm and the area obtained for the historical and recent range was 9,817,116 km2 and 5,984,901 km2, respectively. The range contraction was estimated from the comparison between the historical and recent range, arriving to a result approximately 40% reduction of area, represented by the extinction of the giant otter in southern and eastern boundaries of the historic range. This contraction was analyzed in environments of aquatic and terrestrial ecoregions in order to verify the environments occupied by the species and also those of which it was extinguished. This analysis indicated that the species has disappeared not only from some environments, but at least a part of all occupied environments. Relate to the current occupation of the giant otter in Brazil with the remaining vegetation and the DPH, it was established that the range contraction is related primarily to anthropogenic influence. That's because the giant otter remained in areas with presence of remaining vegetation and low levels of DPH, while in areas where it is currently considered extinct environment was modified and the average DPH are high. There are several threats to the species mentioned in the literature, all of which related to anthropogenic activities, such as water pollution and habitat loss. A 40% reduction in its geographic range also represents the elimination of their ecological role in these regions, negatively impacting ecosystems and contributing to the biodiversity depletion. The results of this study may contribute to the development of conservation strategies, such as the giant otter reintroduction in areas where it was extinguished.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9417
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