Estoques totais de carbono ecossistêmico e sua potencial vulnerabilidade à elevação do nível do mar em manguezais da Baía de Vitória

dc.contributor.advisor1Bernardino, Angelo Fraga
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0002-1838-4597
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7955326454008127
dc.contributor.authorPinto, Lethícia Lellis Vieira
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0009-0004-2539-3944
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/2193253382492984
dc.contributor.referee1Faleiros, Rogério Oliveira
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0003-0459-9957
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3790595531311291
dc.contributor.referee2Rocha, Pablo de Azevedo
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0001-5835-335X
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/0965375911344160
dc.contributor.referee3Queiroz, Hermano Melo
dc.contributor.referee3IDhttp://orcid.org/0000-0003-4768-1248
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/8368991854270862
dc.date.accessioned2025-12-30T18:48:30Z
dc.date.available2025-12-30T18:48:30Z
dc.date.issued2025-11-27
dc.description.abstractMangroves are important carbon sinks, capable of sequestering and storing organic matter through its accumulation in both vegetation and soils. In Vitória Bay, these ecosystems face increasing pressures from mean sea level rise and urban expansion, which limits the landward migration of mangroves. This study was based on the hypothesis that mangroves located at lower elevations, due to their greater exposure to potential erosive processes and frequent inundation, would exhibit lower carbon stocks, as such processes could have removed part of the previously accumulated carbon and compromised their retention capacity. This study aimed to quantify total ecosystem carbon stocks in mangrove forests and to compare these stocks with coastal vulnerability indices in the metropolitan region of Vitória, southeastern Brazil. Total carbon stocks were quantified for six mangrove sites, including aboveground vegetation and soils down to 3 m depth. A guided classification of Vitória Bay was conducted to assess vulnerability based on spatial interpolation maps and the Coastal Sensitivity Index (CSI) developed by Machado and Albino (2024), which considers parameters such as overall vulnerability, elevation, geology/geomorphology, sedimentary features, and proximity to the coastline and river mouths.To compare with the CSI, in situ data on flood frequency and duration, water column depth, and elevation of the mangrove fringe (using RTK GPS) were collected at the six sampled sites. Our results showed that total carbon stocks in the six mangrove forests ranged from 717 to 1481 Mg C ha⁻¹, with an average of 1028 Mg C ha⁻¹, with over 90% of the carbon stored in the soils. The CSI indicated the sampled areas had high overall vulnerability, with site A classified as very high vulnerability, particularly due to its geology/geomorphology and sedimentary characteristics. In situ data classified site A as highly vulnerable, as it showed the lowest average elevation (-1.28 m), indicating greater exposure to flooding. Contrary to the initial hypothesis that mangroves in lower areas would have lower carbon storage capacity due to potential erosion, the lower areas of the Bay of Vitória showed the highest carbon stocks. This suggests that, even under greater physical vulnerability to these pressures, these mangroves continue to play a significant role in carbon retention, possibly due to soil accretion driven by aboveground plant material associated with root systems. This study indicates that, in the protected estuarine mangroves of Vitória Bay, carbon stocks are not primarily associated with vulnerability to coastal erosion related to wave action, highlighting the importance of integrating local hydrodynamic characteristics and terrain topography into conservation strategies and adaptive management in the context of climate change.
dc.description.resumoManguezais são importantes sumidouros de carbono, capazes de sequestrar e armazenar matéria orgânica acumulando-a na vegetação e no solo. Na Baía de Vitória, esses ecossistemas enfrentam pressões crescentes devido à elevação do nível médio do mar e à expansão urbana, que reduz a capacidade de avanço dos manguezais em direção ao continente. Partiu-se da hipótese de que manguezais situados em áreas mais baixas, por estarem mais expostos a potenciais processos erosivos e à inundação frequente, apresentariam menores estoques de carbono, uma vez que esses processos poderiam ter removido parte do carbono previamente acumulado e comprometido sua capacidade de retenção. Este estudo teve como objetivo quantificar os estoques de carbono ecossistêmico totais em manguezais e comparar estes estoques com índices de vulnerabilidade costeira da região metropolitana de Vitória, no sudeste do Brasil. Foram quantificados os estoques de carbono totais de seis áreas, incluindo a parte vegetal aérea e dos solos até 3 m de profundidade. Uma classificação guiada da Baía de Vitória foi feita quanto à vulnerabilidade com base em mapas de interpolação espacial e no Índice de Sensibilidade Costeira (ISC) gerados por Machado e Albino (2024) que considera parâmetros como vulnerabilidade geral, elevação, geologia/geomorfologia, feições sedimentares e proximidade da costa e de rios. Para comparar com o ISC, dados obtidos in situ de frequência e duração da inundação dos bosques por marés, profundidade da coluna d'água e altimetria da franja dos bosques (GPS RTK) foram obtidos nas seis áreas amostradas. Nossos resultados mostraram que os estoques totais de carbono nos seis bosques de manguezais variaram entre 717 e 1481 Mg C ha⁻¹, com média de 1028 Mg C ha⁻¹, sendo mais de 90% do carbono armazenado nos solos. O ISC indicou áreas amostrais com vulnerabilidade geral alta, com o sítio A classificado como de vulnerabilidade muito alta, especialmente devido à geologia/geomorfologia e características sedimentares. Os dados in situ classificaram o sítio A como de alta vulnerabilidade, tendo apresentado a menor altimetria média (-1,28 m), indicando maior exposição ao alagamento. Contrariando a hipótese inicial de que manguezais em áreas mais baixas teriam a menor capacidade de estocar carbono devido a potencial erosão, as áreas mais baixas da Baía de Vitória apresentaram os maiores estoques de carbono. Isso sugere que, mesmo sob maior vulnerabilidade física a essas pressões, esses manguezais continuam exercendo papel significativo na retenção de carbono, possivelmente devido à acreção do solo por material vegetal subaéreo em raízes. Este trabalho indica que, nos manguezais estuarinos protegidos da Baía de Vitória, os estoques de carbono não estão primariamente associados à vulnerabilidade à erosão costeira relacionada à ação de ondas, ressaltando a importância de integrar características hidrodinâmicas locais e a topografia do terreno em estratégias de conservação e gestão adaptativa frente às mudanças climáticas.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.formatText
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/20780
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Biologia Animal
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Humanas e Naturais
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Biológicas
dc.rightsopen access
dc.subjectÁreas úmidas costeiras
dc.subjectSequestro de carbono
dc.subjectConservação de manguezais
dc.subject.cnpqZoologia
dc.titleEstoques totais de carbono ecossistêmico e sua potencial vulnerabilidade à elevação do nível do mar em manguezais da Baía de Vitória
dc.typemasterThesis
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