Egressas trabalhadoras do sistema prisional do Espírito Santo : da produção da vida à produção de escassez, desumanização e morte

dc.contributor.advisor1Moraes, Lívia de Cássia Godoi
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0001-8284-6605
dc.contributor.advisor1Lattes https://lattes.cnpq.br/6183475552707235
dc.contributor.authorMinchio, Mariana Chrystello Martins
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0009-0003-1685-5185
dc.contributor.authorLatteshttps://lattes.cnpq.br/3770688401436326
dc.contributor.referee1Silva, Jeane Andréia Ferraz
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0001-8484-4611
dc.contributor.referee1Latteshttps://lattes.cnpq.br/1191662939408746
dc.contributor.referee2Borrego, Arelys Esquenazi
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0002-9366-8688
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/
dc.contributor.referee3Massaro, Camilla Marcondes
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0002-3899-1343
dc.contributor.referee3Latteshttps://lattes.cnpq.br/7231968032116601
dc.contributor.referee4Martins, Carla Benitez
dc.contributor.referee4IDhttps://orcid.org/0000-0002-6465-1617
dc.contributor.referee4Latteshttps://lattes.cnpq.br/9762969690735905
dc.date.accessioned2026-03-18T12:13:58Z
dc.date.available2026-03-18T12:13:58Z
dc.date.issued2025-12-18
dc.description.abstractThe present thesis analyzes the reproduction of life and, more specifically, the labor power of women released from the prison system of Espírito Santo who worked while serving their sentences. Grounded in Social Reproduction Theory, the study starts from the understanding that the women's prison is not a marginal space, but a central device for the reproduction of inequality, scarcity, and dehumanization in dependent capitalism. The research, qualitative in nature, was based on interviews with ten formerly incarcerated women who worked on the factory production line installed at the Cariacica/ES Women’s Prison. The analysis demonstrates that, after their release, these women remain embedded in dynamics of scarcity, under the individualized responsibility of managing their own conditions of survival. In short, the transition from prison to freedom expresses a unitary social movement: the shift from the production of life to the production of scarcity, dehumanization, and death. In this trajectory, family, work, health, and access to public policies do not appear as autonomous spheres, but as interconnected dimensions of the reproduction process of female and racialized labor power under dependent capitalism. It is concluded that the State, while penalizing, fails to guarantee the material conditions of existence, delegating the solitary management of their lives to the released women. Thus, unequal access to public policies is not only a consequence of inequalities but a mechanism through which capital maintains and renews the devaluation of life.
dc.description.resumoA presente tese analisa a reprodução da vida e, mais especificamente, da força de trabalho de mulheres egressas do sistema prisional do Espírito Santo que trabalharam durante o cumprimento da pena. Fundamentado na Teoria da Reprodução Social, o estudo parte da compreensão de que o cárcere feminino não é um espaço marginal, mas um dispositivo central da reprodução da desigualdade, escassez e desumanização no capitalismo dependente. A pesquisa, de natureza qualitativa, baseou-se em entrevistas com dez mulheres egressas que trabalharam na linha de produção fabril instalada no Centro Prisional Feminino de Cariacica/ES. As análises demonstram que, após a liberdade, essas mulheres seguem inseridas em dinâmicas de escassez, sob a responsabilidade individualizada de gerir suas próprias condições de sobrevivência. Em suma, a transição do cárcere à liberdade expressa um movimento social unitário: o deslocamento da produção da vida para a produção da escassez, da desumanização e da morte. Nessa trajetória, família, trabalho, saúde e acesso às políticas públicas não figuram como esferas autônomas, mas como dimensões interligadas do processo de reprodução da força de trabalho feminina e racializada sob o capitalismo dependente. Conclui-se que o Estado, ao mesmo tempo em que penaliza, omite-se na garantia de condições materiais de existência, delegando às egressas a gestão solitária de suas vidas. Assim, o acesso desigual às políticas públicas não é apenas consequência das desigualdades, mas um mecanismo pelo qual o capital mantém e renova a desvalorização da vida.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.formatText
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/20958
dc.languagepor
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseDoutorado em Política Social
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Jurídicas e Econômicas
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Política Social
dc.rightsopen access
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectCárcere feminino
dc.subjectMulheres egressas
dc.subjectTrabalho
dc.subjectReprodução social
dc.subjectPolíticas públicas
dc.subjectCapitalismo dependente.
dc.subjectWomen's prison
dc.subjectFormerly incarcerated women
dc.subjectWork social reproduction
dc.subjectPublic policies
dc.subjectDependent capitalism
dc.subject.cnpqServiço Social
dc.titleEgressas trabalhadoras do sistema prisional do Espírito Santo : da produção da vida à produção de escassez, desumanização e morte
dc.typedoctoralThesis
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