A tese cognitivista da emoção como juízo de valor

dc.contributor.advisor1Viesenteiner, Jorge Luiz
dc.contributor.advisor1IDhttps://orcid.org/0000-0003-3727-7890
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7444634503835464
dc.contributor.authorFeitoza, Estela Altoé
dc.contributor.authorIDhttps://orcid.org/0009-0002-7054-8517
dc.contributor.authorLattes
dc.contributor.referee1Silveira, Denis Coitinho
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0002-2592-5590
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2755385851635999
dc.contributor.referee2Williges, Flávio
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0002-2820-9805
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/5467666371380781
dc.date.accessioned2026-02-01T13:39:29Z
dc.date.available2026-02-01T13:39:29Z
dc.date.issued2024-11-21
dc.description.abstractThis research analyzes Martha Nussbaum's thesis that identifies emotion with value judgment, and also evaluate the limitations and possibilities of her theoretical model, when situated within the broader context of contemporary debate, given that it endorses a cognitive nature for emotion in its evaluative domain. The analysis of Upheavals of Thought showed that Nussbaum defends the intelligibility of emotions based on a common structure, defined exclusively by their cognitive elements: belief (or perception), evaluation, and intentionality. These together, according to a reinterpretation of the ancient Stoics, function as a type of value judgment that may or may not have propositional content. Thus, emotion is defined through its evaluative function of valuing people, situations, and objects on which the subject depends, as highly significant for his existence. It is through their intentional objects contents, that emotions are made intelligible and accessible to the emotional subject, who is supposed to be able to identify and correct them, in case they are inappropriate to circumstances. However, to allow emotions to infants and nonhuman animals, Nussbaum deflates the notion of judgment and argues that they both evaluate cognitively the world through perception of the salience of the environment. To this end, it loosens notions of cognition and intentionality to different levels of sophistication. She understands that emotions have a temporal development that should not be ignored in their episodic occurrences, which are always combined with patterns of agent development, habituation, evolutionary pressures, and the context of events. Infants' incipient cognitive assessments emerge from early attachment relationships with their caregivers and support the development of later emotions. However, they have undifferentiated content, which is incompatible with her preliminary notion of judgment, generating conceptual tension, which makes the identity between emotion and value judgment improbable in infants. By denying that non-cognitive elements are necessary to define emotion, Nussbaum fails to prioritize the felt, bodily and desirable character of emotion and ends up situating herself in the clash between cognitivism and non-cognitivism, which proves counterproductive for the practical understanding of emotions. Even though it is not possible to define emotion as exclusively cognitive in Nussbaum's terms, the possibility that perception, cognition, emotion and values do not have clear boundaries in emotional episodes suggests pointing to a much more complex and reciprocal relationship than the simple opposition between cognitivism and non cognitivism is capable of capturing, which would be more beneficial to be analyzed in light of other paradigms on cognition.
dc.description.resumoA pesquisa analisa a tese de Martha Nussbaum de identificação da emoção com um juízo de valor, e avalia limitações e possibilidades de seu modelo teórico, quando situado no horizonte maior do debate contemporâneo, visto que advoga uma natureza cognitiva à emoção em seu domínio avaliativo. Por meio da obra Upheavals of thought, Nussbaum defende que emoções são inteligíveis a partir de uma estrutura comum a todas, que são definidas, exclusivamente, por seus elementos cognitivos: crença (ou percepção), avaliação e intencionalidade, que conjuntamente, e segundo releitura dos antigos estoicos, funcionam como um tipo de juízo valorativo que pode ou não ter conteúdo proposicional. Desse modo, o que define emoção é sua função de valorar pessoas, situações, e objetos externos ao sujeito e dos quais ele depende, como altamente significativos para sua existência. Por terem objeto intencional, emoções seriam inteligíveis e acessíveis ao sujeito emocional, o que permitiria identificá-las e corrigi las, se inadequadas. Contudo, para garantir emoções a infantes e animais não-humanos, estende a noção de juízo e defende que ambos avaliam intencionalmente o mundo através da percepção da saliência do ambiente como importante, e para tanto, flexibiliza noções de cognição e intencionalidade, para diferentes níveis de sofisticação. Compreende que emoções têm um caráter processual de desenvolvimento temporal que não deve ser ignorado em suas ocorrências episódicas, as quais estão sempre combinadas com padrões de desenvolvimento do agente, habituação, com pressões evolutivas e com o contexto dos acontecimentos. As avaliações cognitivas incipientes dos bebês emergem das primeiras relações de apego com seus cuidadores, e subsidiam desenvolvimento das emoções tardias. No entanto, têm conteúdo indiferenciado, o que é incompatível com sua noção preliminar de juízo, gerando tensão conceitual, o que torna a relação de identidade entre emoção e juízo de valor em infantes, improvável. Ao negar que elementos não cognitivos sejam necessários para definir emoção, Nussbaum não prioriza o caráter sentido, corporal e desejante (componente motivacional direto) da emoção, e acaba situando-se no embate entre cognitivismo e não-cognitivismo, o que se revela contraproducente para a compreensão prática das emoções. Ainda que não seja possível definir que a emoção é exclusivamente cognitiva nos termos de Nussbaum, a possibilidade de percepção, cognição, emoção e valores não terem limites nítidos nos episódios emocionais sugere apontar para uma relação muito mais complexa e recíproca, do que a simples oposição entre cognitivismo e não-cognitivismo é capaz de capturar, o que seria mais beneficial de ser analisado à luz de outros paradigmas sobre cognição.
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.formatText
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/20842
dc.languagepor
dc.language.isopt
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santo
dc.publisher.countryBR
dc.publisher.courseMestrado em Filosofia
dc.publisher.departmentCentro de Ciências Humanas e Naturais
dc.publisher.initialsUFES
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofia
dc.rightsopen access
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/
dc.subjectEmoções
dc.subjectCognição
dc.subjectJuízo
dc.subjectAvaliação
dc.subjectNussbaum
dc.subjectEmotion
dc.subjectCognition
dc.subjectEvaluation
dc.subjectJudgment
dc.subject.cnpqFilosofia
dc.titleA tese cognitivista da emoção como juízo de valor
dc.typedoctoralThesis
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