Doutorado em Política Social
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Nível: Doutorado
Ano de início: 2012
Conceito atual na CAPES: 5
Ato normativo:
Homologado pelo CNE, Parecer CES/CNE nº 487/2018 (Portaria MEC 609, de 14/03/2019), DOU 18/03/2019, seção 1, p. 63.
Periodicidade de seleção: Anual
Área(s) de concentração: POLÍTICA SOCIAL, ESTADO E SOCIEDADE
Url do curso: https://politicasocial.ufes.br/pt-br/pos-graduacao/PPGPS/detalhes-do-curso?id=1421
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- ItemAprendizados da experiência chinesa : sobre as relações de Estado numa transição ao socialismo(Universidade Federal do Espírito Santo, 2016-02-12) Gomes, Helder; NakataniI, Paulo; Leite, Izildo Corrêa; Marques, Rosa Maria; Campos Júnior, Carlos Teixeira de; Faleiros, Rogério NaquesThis Doctoral Thesis presents the debate on the state relations in a transition to socialism in two complementary perspectives. The idea is to leave a clear outline of conception of the character of the State form, in the projection of a post-capitalist transition in both aspects of their nature as regarding their forms of intervention. At the same time, the work comes to identifying elements that could corroborate for understanding the relations of the State in the early stages of a transition from a concrete experience of implementing a socialist construction project. Thus, the text is centered to indicate a possible way to interpretation, which may contribute to the understanding of the character of the State in the early decades of transition to socialism, with the fundamental base of support the accumulation of dialectical knowledge on the subject and some of the references dealing with the construction process of the People's Republic of China. In this particular case, it was evident that despite the development of a strategic project, long-term, the internal circumstances and the external imperialist pressure, in every moment, demanded tactical reorientation that often were changing the plans of deployment of pace initials, extending the outlook concerning the duration of Chinese transition to socialism. Hence the statement about the need to reach a certain spread of the possibility of progress in alternative forms of collectivization of production and the abolition of private property to project the consolidation of socialism. This means that the revolution should be a process permanently in at least two senses: allowing a continuous process of renewal of the living forces of the revolutionary movement in the social fabric, seeking a rural-urban unit; but at the same time creating the conditions for international solidarity in promoting the popular mobilizations of transforming nature in as many countries as possible. Only in this way a spread of the socialist world revolution could be permanent.
- ItemAs universidades brasileiras e a indução estratégica da pesquisa : o comprometimento da autonomia científica(Universidade Federal do Espírito Santo, 2016-09-21) Ribeiro, Daniella Borges; Ferraz, Ana Targina Rodrigues; https://orcid.org/0000-0001-9264-7618; Mari, Cézar Luiz De; Mendes, Jussara Maria Rosa; Garcia, Maria Lúcia Teixeira; Nakatani, PauloEste trabalho tem como objetivo geral analisar de que modo a direção dada à pesquisa científica no Brasil, por meio dos editais de fomento à pesquisa do CNPq, tem afetado a produção de conhecimentos nas universidades, verificando a existência ou não de um comprometimento da autonomia científica. Trata-se de uma pesquisa documental realizada a partir de dados sobre as pesquisas que obtiveram financiamento do CNPq entre os anos de 2011 e 2014. Neste período, foram divulgados 135 editais de apoio à pesquisa por esta agência de fomento, sendo submetidas 93.367 propostas e aprovadas para fins de financiamento 24.450 (26,2%). Dos 135 editais pesquisados, 105 (77,8%) exigiam a titulação de doutor para a submissão de projetos, 128 (94,8%) eram abertos às instituições privadas (com ou sem fins lucrativos) e apenas 05 editais (3,7%) eram específicos para estabelecimentos públicos. Dos 24.450 projetos de pesquisa aceitos para financiamento, 10.724 (43,9%) foram submetidos por instituições localizadas na região sudeste e 5.670 (23,2%) no sul, sendo a USP, UFRJ, UFMG, UFRGS e UNESP as universidades com o maior número de propostas aprovadas. A grande área do conhecimento que obteve o maior quantitativo de projetos aceitos foram as ciências agrárias, com a aprovação de 3.895 (15,9%) projetos. Dos 135 editais estudados, em 126 (93,3%) havia o direcionamento do tema a ser pesquisado. Consideramos que a diferenciação institucional; a diversificação das fontes de financiamento para a produção de conhecimentos (com a disseminação da ideia de que as universidades possuem autonomia para captarem recursos no mercado); a assimetria regional e a indução realizada pelo Estado quanto às áreas e os temas a serem pesquisados comprometem a autonomia científica em nosso país. A produção de conhecimentos que poderia potencializar a satisfação das necessidades dos trabalhadores brasileiros encontra-se subordinada às necessidades da produção e do mercado em sintonia com os anseios da burguesia internacional, corroborando o nosso lugar de país periférico e dependente na economia mundial.
- ItemMovimento antiproibicionista no Brasil : discursos de resistência(Universidade Federal do Espírito Santo, 2017-03-24) Leal, Fabíola Xavier; Garcia, Maria Lúcia Teixeira; Ferraz, Ana Targina Rodrigues; Rodrigues, Luciana Boiteux de Figueiredo; Carvalho, Thiago Fabres de; Lima, Rita de Cássia CavalcanteO objetivo deste estudo é analisar os discursos de resistência que se apresentam no debate sobre a Política sobre Drogas no Brasil, visando desvelar o sentido que estes assumem no tempo presente e a que interesses se vinculam à luz das categorias gramscianas. Como objetivos específicos: analisar a política sobre drogas a partir do processo de construção e legitimação do paradigma antiproibicionista; entender como se conforma o paradigma antiproibicionista nos processos de disputa, evidenciando se há prevalência de métodos de supremacia ou formas de hegemonia; analisar os processos empreendidos pela sociedade civil de forma a identificar em que momento histórico o movimento antiproibicionista se encontra; indicar os principais grupos vinculados à luta antiproibicionista identificando nos seus discursos as principais bandeiras de luta; apontar se há uma congruência ou não desses discursos de modo que os qualificam no campo antiproibicionista; analisar a pauta legalização das drogas a partir da perspectiva antiproibicionista; contribuir para a academia e sociedade interessada na temática com uma reflexão crítica a respeito do Paradigma antiproibicionista e o movimento que dele advém. Como abordagem teórico-metodológica utilizamos o método materialista crítico dialético a partir do quadro teórico de referência gramsciano. Os dados foram obtidos a partir de entrevista semiestruturada com 7 sujeitos atuantes no movimento de resistência no campo antiproibicionista. E a análise se baseou na concepção de que um discurso é sempre relacionado às suas condições de produção sócio-históricas onde se identifica o conjunto de discursos possíveis. Como conclusão apontamos que o Paradigma Antiproibicionista no Brasil está sendo gestado pelos movimentos que se colocam no campo da resistência à Política sobre drogas vigente em todo o mundo. Entre as bandeiras de luta, a legalização e a regulação das drogas na perspectiva antiproibicionista estão postas pelos sujeitos sob perspectivas diferentes. Nesse sentido, é necessário desmistificar as concepções e os sentidos da legalização apresentados. O movimento antiproibicionista do Brasil se configura como uma resistência ao modelo da proibição vigente, mas não é um movimento contra hegemônico, na perspectiva de Gramsci. Também podemos sinalizar algumas sugestões de estratégias para que o movimento passe a apresentar na perspectiva de mudança da realidade, tendo como eixo norteador a filosofia da práxis.
- ItemA assistência à saúde na China Continental(Universidade Federal do Espírito Santo, 2017-05-05) Silva, Adriana Ilha da; Nakatani, Paulo; Marques, Rosa Maria; Andrade, Maria Angélica Carvalho; Faleiros, Rogério Naques; Gomes, HelderEsta tese de Doutorado apresenta as mudanças/reformas para a assistência à saúde na China Continental, frente à política de “portas abertas” e reformas econômicas de Deng Xiaoping a partir de 1978. Em decorrência das decisões políticas e econômicas, uma série de reformas à saúde foram implementadas a partir dos anos de 1980, com a introdução do mecanismo de mercado. O que alterou de maneira gradual os sistemas de seguro de saúde praticados na República Popular da China (RPC) sob o comando de Mao Tsé-tung. A ideia é demonstrar como os cuidados à saúde sofreram transformações na sua forma de organização centralizada, preventiva, coletiva e universal para uma organização fragmentada, descentralizada e de responsabilização individual, priorizando setores de alta complexidade da saúde, com tecnologia avançada e a prescrição de medicamentos com o aumento dos custos. E como na gestão de Hu Jintao (quarta geração) voltou-se a alguns princípios maoístas, como a universalidade, promoção da saúde pública, prevenção de doenças importantes apesar da descentralização fiscal permanecer. No decorrer deste trabalho ficou evidente que o Sistema Médico Cooperativo voltado para a população rural entrou em colapso, e foi abandonado pelo Ministério da Saúde entre os anos de 1979 a 1981. Houve a redução dos fundos comunitários; aumento da percentagem de reembolso de medicamentos; e, cobrança integral do serviço de saúde por cooperativa em que o fundo era transitoriamente escasso para reembolso (ausência de repasse de financiamento do governo local). Nos anos de 1990, o Sistema de Seguros Governamental, o qual atendia os funcionários estatais (9% da população urbana) e o Sistema de Seguro do Trabalhista foram substituídos pelo Sistema de Seguro Médico Básico, voltado para os empregados urbanos. Em 2007, tornou-se o Sistema de Seguro Médico para Residentes Urbanos, agregando os trabalhadores migrantes e agricultores que perderam suas terras. Com o intuito de substituir o Sistema Médico Cooperativo Rural, na década de 1990 experimentaram-se alguns projetos pilotos de iniciativas de organizações internacionais, mas somente no ano 2003 implantou-se o Novo Sistema Médico Cooperativo Rural. A Assistência Financeira Médica foi criada em 2003 para fornecer os pagamentos de cuidados em saúde aos pobres em áreas urbanas e rurais. E, por fim, se as reformas de Deng Xiaoping e as medidas de Jiang Zemin, comprometeram o caráter coletivo das contribuições, da promoção, do acesso e da cobertura da saúde pública, ao tornar os usuários de saúde “cooperantes” com o governo no financiamento da saúde, no governo de Hu Jintao houve algumas tentativas de ir contra a corrente, com a Reforma Nacional da Saúde, especialmente entre os anos de 2008 e 2009, visando uma marcha rápida à cobertura universal às áreas rurais e esforços abordar questões à prestação de serviços básicos da saúde pública, tomando como referência princípios outrora conquistados na Era Maoísta.
- ItemTransição ao socialismo : a participação política dos trabalhadores nas empresas estatais de Cuba(Universidade Federal do Espírito Santo, 2017-06-07) Pandolfi, Aline Fardin; Nakatani, Paulo; Moraes, Lívia de Cássia Godoi; Granemann, Sara; Guitart, Silvia Odriozola; Soto, Olga PérezEste trabalho tem por objetivo analisar a participação política dos trabalhadores nas empresas estatais de Cuba no contexto de Actualización del Modelo Económico y Social. A partir deste contexto e seu marco legal, acredita-se que há uma ampliação da participação política dos trabalhadores nas empresas estatais cubanas, a qual se entende como fundamental para a apropriação social da produção em processos de transição ao socialismo. Dessa forma, o trabalho que segue tece discussões acerca da apropriação social da produção, as formas de propriedade e o papel da empresa estatal, a forma política de participação na sociedade em geral e a participação política dos trabalhadores nas empresas estatais. Todos estes elementos são considerados ao longo de processos de transição ao socialismo, os quais não possuem parâmetro de forma, tempo ou espaço. Inicialmente foram realizadas reflexões mais gerais, as quais subsidiaram as análises para o caso particular das mudanças recentes na transição ao socialismo em Cuba.
- ItemDistribuição, igualdade social e desenvolvimento : a experiência cubana(Universidade Federal do Espírito Santo, 2017-06-09) Stocco, Aline Faé; Soto, Olga Perez; Nakatani, Paulo; Guitart, Silvia Odriozola; Costa, Edmilson Silva; Sabadini, Maurício de SouzaEsta tese parte da experiência de construção do socialismo em Cuba para estudar as relações de distribuição em sua unidade com as relações sociais de produção. Nesse sentido, busca-se demonstrar que os resultados alcançados pelo país em termos de igualdades sociais e desenvolvimento estiveram relacionados à constituição de um sistema de distribuição que assumiu características particulares conferidas pela construção de relações socialistas de produção. Para isso, descreve-se o processo de socialização dos meios de produção que ocorreu no país a partir de 1959, bem como o estabelecimento da planificação como forma de regulação social da produção. Relacionado a isso, mostra o surgimento de novos mecanismos de apropriação da riqueza produzida no país o que, por sua vez, se configurou em um sistema de distribuição que passou a garantir a todos a satisfação de um conjunto de necessidades materiais e espirituais. Adicionalmente, expõe-se a amplitude da crise que Cuba vivenciou no início da década de noventa em virtude, pelo menos, do desaparecimento do Sistema Socialista Mundial e do acirramento do bloqueio econômico. Com isso, descrevem-se as medidas emergenciais adotadas pelo governo no sentido de conservar a experiência cubana de construção do socialismo. Em seguida, analisam-se as mudanças de caráter estrutural em relação ao surgimento de uma diversificação das formas de gestão dos meios de produção durante a década de noventa: a dualidade monetária e a segmentação da economia. Por fim, mostram-se as distorções que foram produzidas no sistema de distribuição e como o mesmo foi perdendo a capacidade de manter o nível de vida e de igualdade social alcançada até 1989, exigindo um novo processo de mudanças. Assim, finaliza-se evidenciando o elevado grau de complexidade que caracteriza as relações de distribuição na atualidade e analisa das mudanças que estão em curso dentro do denominado “processo de atualização do modelo econômico e social”.
- ItemGastos da política de saúde mental e os rumos da reforma psiquiátrica(Universidade Federal do Espírito Santo, 2017-06-26) Oliveira, Edineia Figueira dos Anjos; Garcia, Maria Lopes Teixeira; Lima, Rita de Cássia Cavalcante; Vasconcelos, Eduardo Mourão; Salvador, Evilásio da Silva; Silva, Jeane Andréia Ferraz daO objetivo desta tese é analisar o financiamento federal da saúde mental entre 2001 e 2016, identificando como a direção das linhas dos gastos realizados se configuram como estratégia ora de expansão ora de contenção das premissas da Reforma Psiquiátrica brasileira. Para o alcance dos objetivos, realizamos uma pesquisa de abordagem mista, envolvendo pesquisa documental com base nos planos e relatórios de gestão nacional da saúde elaborados entre 2000 e 2015, e os dados obtidos nos bancos de dados Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, Sistema de Informações Sobre Orçamentos Públicos em Saúde e dados enviados pelo Ministério da Saúde pelo Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão entre 2000 e 2016. Quanto aos gastos realizados pelo governo Federal com as ações e serviços de saúde mental no período de 2001 a 2016 construímos uma série histórica com direcionamento dos recursos por ações e serviços. O Ministério da Saúde gastou, ao longo dos últimos 15 anos, em média 2,4% (mediana de 2,35%) do orçamento anual do SUS com a saúde mental. Até 2006, a maior parte dos recursos destinou-se às ações hospitalares e a partir de 2006 em todos os anos os gastos extra-hospitalares foram maiores que os gastos hospitalares. A partir de 2006, os gastos com ações e serviços extrahospitalares mantiveram tendência crescente até 2010. Entre 2011 e 2014 a tendência foi decrescente com aumento em 2015, ano de maior gasto em ações extra-hospitalares. Entretanto, em 2016 os gastos retomam a tendência, representando o menor gasto destinado às ações extra-hospitalares desde 2008. Observamos que a diminuição dos gastos com ações extra-hospitalares a partir de 2010 esteve relacionada com a diminuição de gastos total com saúde mental. Identificamos que o investimento em ações de reinserção social, essencial à consolidação da lei, bem como, investimentos na criação de dispositivos assistenciais que promovam o processo de reinserção social, têm sido gradativamente reduzido ao longo dos anos. Em todos os anos o gasto com medicamentos consumiu mais de um terço do montante gasto com ações extra-hospitalares e, em alguns anos, ficou acima dos gastos com Centro de Atenção Psicossocial. Concluímos que o direcionamento dos gastos não aponta para consolidação da Reforma Psiquiátrica, pois ora reafirma, com o direcionamento dos gastos para as ações extra-hospitalares, e ora nega seus princípios e os princípios da Lei 10.216/2001, tendo em vista a destinação insuficiente de recursos na implementação da política de saúde mental e em ações de consolidação de serviços substitutivos e a presença de interesses privados que dificultam a constituição de uma rede extra-hospitalar com dispositivos assistenciais que garantam cobertura da assistência aos usuários da saúde mental, como assegurado pela Constituição Federal de 1988.
- ItemA intersetorialidade como estratégia técnica e política da Organização Mundial da Saúde e do Banco Mundial(Universidade Federal do Espírito Santo, 2017-11-27) Abreu, Cassiane Cominoti; Garcia, Maria Lúcia Teixeira; https://orcid.org/0000-0001-9851.8411; Mendonça, Luiz Vasconcellos Pessoa de; Couto, Berenice Rojas; Mendes, Jussara Maria Rosa; Vieira, Ana Cristina de SouzaO objetivo desta tese é analisar os fundamentos da intersetorialidade como estratégia de gestão proposta pela Organização Mundial da Saúde e pelo Banco Mundial, caracterizando as intencionalidades contidas nas dimensões técnica e política. Para o alcance do objetivo, realizamos uma pesquisa qualitativa, envolvendo pesquisa documental a partir das palavras-chave intersectoral e multisectoral, a partir dos textos disponíveis nos sites dessas agências internacionais. A busca ocorreu entre os anos de 2015 e 2016. O método escolhido como referencial epistemológico foi o materialismo histórico dialético. Para a análise de dados utilizamos a análise de conteúdo do tipo temática. O significado da intersetorialidade para a Organização Mundial da Saúde e para o Banco Mundial está relacionado à: realização de ações, atividades ou esforços conjuntos entre vários setores; a uma estratégia de saúde adotada nas conferências internacionais de promoção da saúde; como sinônimo de ação multisetorial entre setores e ao trabalho conjunto entre profissionais de diferentes disciplinas/profissões para compartilhar saberes ou como uma forma de intervenção, abordagem, ações, coordenação entre setores diferentes. Os objetivos para o uso da intersetorialidade/multisetorialidade por ambas as Agências estão relacionados à resolução dos problemas sociais como a falta de saúde, educação, epidemias e a má gestão das políticas sociais. Relaciona-se o fomento das ações intersetoriais ao âmbito das políticas sociais, especialmente para os pobres e vulneráveis, como ferramenta técnica de gestão capaz de desfragmentar as políticas sociais e resolver os problemas sociais. Com o uso das categorias historicidade, essência/aparência desvendou-se a impossibilidade da resolução dos problemas sociais no capitalismo e da desfragmentação das políticas sociais pelo uso da intersetorialidade. Compreende-se que a gênese da fragmentação e dos problemas sociais postos pelas Agências estão associados à base material que os produzem: as relações sociais de produção. Essas comandam todo o processo e as necessidades humanas dos seres sociais não são a prioridade do sistema. Concluímos que a aparente racionalização técnica conferida a intersetorialidade/multisetorialidade pelas agências internacionais Organização Mundial da Saúde e Banco Mundial encobrem a determinações ideológicas e políticas a favor da reprodução de propostas de reforma social aliançadas ao neoliberalismo. Essas supõem que com boa administração e gestão dos recursos e intersetorialidade seja possível resolver expressões da Questão social. A intersetorialidade, no aspecto conceitual, deve ser compreendida como uma ação técnica e política de articulação entre setores visando à construção, reafirmação ou oposição a projetos coletivos.
- ItemA economia política da pobreza na atual trama conjuntural brasileira : conservadorismo, (des)caminhos, contradições e interdições no horizonte da transformação social(Universidade Federal do Espírito Santo, 2018-04-06) Silva, Ruteléia Cândida de Souza; Leite, Izildo Corrêa; Silva, Jeane Andréia Ferraz; Gomes, Maria das Graças Cunha; Manfroi, Vania Maria; Nogueira, Vera Maria RibeiroO presente estudo tem como objetivo investigar e compreender as bases teóricas de interpretação da ideologia da economia política da pobreza e sua relação com a atual trama conjuntural brasileira, considerando o período que se inicia no ano de 2003 e se estende a 2017. Consiste num esforço investigativo de apreensão de suas bases teóricas de interpretação da economia política da pobreza, situando essas bases teóricas nos marcos de teorias e ideologias distintas. Nesse sentido, o termo economia política da pobreza foi empregado no sentido de explicitar a forma aparente e ideopolítica como o fenômeno da pobreza e as expropriações capitalistas têm sido apropriados pelos agentes e representantes do pensamento burguês que, num reformismo conservador, fortalecem o projeto de dominação burguesa, ocultando a dinâmica que alimenta a lógica imanente do capital portador de juros, centrada na expropriação e na produção, extração acelerada e intensificada de mais-valor. A investigação, à luz do método materialista histórico e dialético, tem seu percurso metodológico delimitado a partir de categorias básicas constituídas e constituintes da e pela realidade, apropriadas sob um viés exploratório e que permitiram uma maior aproximação às categorias essenciais à consecução dos objetivos propostos para este estudo, como: trabalho, pobreza, formação social, Estado e lutas de classes. Além de recorrer a um acervo que permitiu a compreensão de condicionantes que determinam o modo de ser e viver de toda uma sociedade, a exemplo das ideias defendidas pelas teses da capacitação dos pobres, empoderamento e empreendedorismo. No percurso metodológico foram apropriados elementos da pesquisa bibliográfica, de modo a reunir e organizar as formulações contidas em fontes analíticas diversas e que versassem sobre a temática estudada. Quanto à técnica de análise de dados, foi empregada a análise de conteúdo para decodificar as informações e realizar inferências em liame com o método apropriado. Como resultado, a síntese dialética construída permitiu aferir que a economia política da pobreza cumpre o papel justamente de oferecer as condições favoráveis – e necessárias – para atender aos interesses de dominação e de acumulação burguesas e, portanto, imprescindíveis para manter a ordem e o equilíbrio social. Atua, dessa forma, tanto na esfera do consenso, como no campo do disciplinamento, valendo-se de aparelhos privados de hegemonia e dominação burguesa nacional e internacional. A partir dessas reflexões ficou claro que a ideologia da economia política da pobreza tem papel preponderante nas expropriações materiais e sociais, contribuindo, por meio da manipulação, regressão e até mesmo repressão, para consagrar definitivamente a supremacia do capital e a ilusão de um mercado onipotente.
- ItemMicrocrédito : combate à pobreza ou gestão da classe trabalhadora?(Universidade Federal do Espírito Santo, 2018-08-31) Colodeti, Vicente de Paulo; Sabadini, Mauricio de Souza; Lupatini, Márcio Paschoino; Mauriel, Ana Paula Ornellas; Moraes, Lívia de Cássia Godoi; Mello, Gustavo Moura de CavalcantiObjetiva-se no presente trabalho, através de pesquisa bibliográfica, entender qual é o espaço ocupado pelo microcrédito na atualidade capitalista brasileira. Para isso, busca-se expor criticamente o microcrédito tendo como ponto de partida sua principal premissa, a saber: a consideração geral segundo a qual esse tipo de crédito é tomado como uma política social de combate à pobreza, de geração de trabalho e renda, de inclusão social e de promoção de direitos de cidadania. Procura-se problematizar as bases teóricas, ideológicas e concretas desse conjunto de noções, de tal modo que se possa não somente descrever o microcrédito, mas dar-lhe significado em função do capitalismo no Brasil. Apresenta-se, assim, noções teóricas a respeito da pobreza e do empreendedorismo, informações sobre o mercado de trabalho nacional nos últimos anos e, especificamente, sobre os donos de negócio do País, algumas concepções liberais sobre a realidade social que permitiram estruturar e consolidar a ideia de combate à pobreza e geração de trabalho e renda por meio de microcréditos e, por fim, elementos relativos à formação brasileira que serviram de base concreta às políticas de microcrédito na atualidade. Conclui-se que o microcrédito, apesar de aparecer como ferramenta de combate à pobreza e geração de trabalho e renda, permite, em essência, gerir, pelo menos, parte da classe proletária sobrante do mercado de trabalho nacional atual.
- ItemA reforma de 2008 do sistema de pensões chileno : fundamentos e resultados(Universidade Federal do Espírito Santo, 2018-11-30) Magioni, Mirella Januário; Mendonça, Luiz Jorge Vasconcellos Pessôa de ; https://orcid.org/; http://lattes.cnpq.br/8636833397248985; https://orcid.org/0000-0001-5174-7268; http://lattes.cnpq.br/1382870372532861; Cortés, Claudio Lara ; https://orcid.org/0000-0002-1634-5009; http://lattes.cnpq.br/; Marques, Rosa Maria ; https://orcid.org/0000-0002-5624-0885; http://lattes.cnpq.br/2871056220262685; Silva, Jeane Andréia Ferraz ; https://orcid.org/0000-0001-8484-4611; http://lattes.cnpq.br/1191662939408746; Salazar, Silvia Neves ; https://orcid.org/0000-0003-4692-5300; http://lattes.cnpq.br/0908221033518499A América Latina foi palco de importantes transformações de ordem econômica e social durante as décadas de 1980 e 1990. Tais transformações estão relacionadas com o processo de esgotamento do modelo nacional desenvolvimentista que vigorou entre os anos 1930 a 1980, no continente, e, também, em última instância, com a crise do sistema capitalista da década de 1970, que colocou em xeque o regime de acumulação fordista e o intervencionismo estatal na economia e nas políticas sociais. O Chile foi o primeiro país a adotar os princípios neoliberais, entre eles a substituição do sistema de repartição simples pelo sistema de capitalização individual. A justificativa do governo de Pinochet para a reforma pautava-se na dificuldade de financiamento do sistema de repartição e nos baixos níveis de pensão ali oferecidos. A introdução do sistema privado gerou muitas lacunas previsionais porque muitos trabalhadores não puderam contribuir os vinte anos exigidos devido ao aumento do desemprego, o que gerou um exército de trabalhadores desprotegidos na velhice. Todas essas questões conduziram o governo chileno, liderado por Michelle Bachelet, em 2006, a discutir novas reformas com o objetivo de incluir os trabalhadores descobertos. Em 2008, foi aprovada a Lei nº 20.255 que, entre outras coisas, criou o pilar solidário, um tipo de benefício não contributivo e focalizado nos grupos mais pobres, sem, contudo, alterar o modelo de mercado dos fundos de pensão. A reforma do Sistema de Pensões chileno realizada em 2008 se constituiu uma forma de adequar/atualizar os princípios instituídos em 1981 às necessidades sociais ante a agudização das contradições do sistema capitalista nas últimas três décadas no país. Como resposta a essas contradições, foram instituídas reformas que atualizaram os princípios neoliberais tendo como base o estabelecimento de uma política social focalizada para atender os segmentos mais pauperizados da população.
- ItemNovas regulamentações que acometem a carreira do magistério superior das universidades federais brasileiras e a radicalização do estranhamento no trabalho alienado do/da docente universitário/a(Universidade Federal do Espírito Santo, 2018-12-06) Teixeira, Rafael Vieira; Mendonça, Luiz Jorge Vasconcellos Pessôa de; Minto, Lalo Watanabe; Farage, Eblin Joseph; Nakatani, Paulo; Moraes, Lívia de Cássia GodoiEsta tese analisa, a partir das mudanças nas regulamentações que acometem a carreira do Magistério Superior das universidades federais brasileiras, o processo de radicalização do estranhamento no trabalho alienado do/da docente universitário. O contexto estudado é marcado pela crise estrutural do capital, quando a estratégia neoliberal hegemoniza a gestão do Estado e das políticas sociais, exigindo da Universidade um redirecionamento do seu papel para atender às necessidades de reprodução do capital em crise. Este cenário, particularmente agravado pela condição dependente que o Brasil ocupa no desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo em escala global, repercute em novas regulamentações que incidem sobre o conteúdo e a forma do trabalho alienado do/da docente universitário/a, radicalizando o estranhamento. A confirmação desta hipótese ocorreu através da análise documental de Emendas Constitucionais, Leis, Decretos, Portarias e Medidas Provisórias que vigoram desde o início do século XXI. O entrecruzamento de novas regulamentações que abarcam as políticas de gestão fiscal e orçamentária do Estado brasileiro; de ciência, tecnologia e inovação; de educação – em especial a educação superior pública –; com a nova carreira do Magistério Superior regulamentada desde 2012, permite extrair elementos concretos que aprofundam o estranhamento do sujeito docente de si mesmo, de seus colegas e alunos, de sua atividade e do produto que gera, assim como das condições sociais e genericamente humanas que estão relacionadas ao magistério na universidade. Este elementos, analisados sob a rigorosa contribuição teórica e metodológica inaugurada por Karl Marx em torno da dialética trabalho-estranhamento, nos permitiram afirmar que está em curso um processo de radicalização do estranhamento no trabalho alienado do/da docente universitário/a.
- ItemDesvelamento de contradições da categoria superexploração da força de trabalho em Ruy Mauro Marini : elementos a partir da economia brasileira(Universidade Federal do Espírito Santo, 2019-02-28) Nogueira, Camilla dos Santos; Mendonça, Luiz Jorge Vasconcellos Pessôa de; Franklin, Rodrigo Straessli Pinto; Carcanholo, Marcelo Dias; Moreira, Renata Couto; Nakatani, PauloA partir da polêmica sobre ser (ou não ser) a superexploração uma categoria específica de países dependentes, ou generalizável a economias centrais, diante da intensificação da precarização das condições do trabalho, condição que o capital impõe atualmente ao trabalhador como forma de recuperar o lucro em momento de crise, o presente estudo mostra que a superexploração da força de trabalho conecta-se à transferência de maisvalor, como forma de compensação, e que o movimento de tendência entre essas unidades dialéticas demonstra a forma de acumulação que acontece em países dependentes. Dessa forma, a generalização da superexploração e sua extensão aos países centrais somente ocorre enquanto mecanismos de remuneração abaixo do valor necessário para a reprodução da força de trabalho, não representando a totalidade da reprodução das relações que conformam a dialética da dependência. Os elementos da economia brasileira, analisados nesta pesquisa, indicam que o país, a partir da abertura comercial e financeira dos anos 1990, intensificou a transferência de mais-valor ao exterior. Entre os elementos que surgem da economia brasileira que demonstram aumento da transferência de mais-valor, o estudo revelou que o crescimento dos investimentos estrangeiros no país acentuou o envio de lucros, dividendos e juros. Portanto, ocorre a transferência de mais-valor produzido no Brasil e apropriado externamente, o que intensifica as relações de dependência da economia do país. As condições de uso da força de trabalho no mercado de trabalho do Brasil se agravaram após a abertura comercial e financeira, quando a problemática da dependência determinada pela transferência de mais-valor se aguçou. Essa relação ocorre porque, no processo de desacumulação da economia brasileira e vulnerabilidades decorrentes das crises econômicas, o capital recupera a perda de mais-valor por meio da superexploração da força de trabalho. Desse modo, a partir dos elementos da economia brasileira, pode-se inferir que existe uma relação entre as unidades dialéticas, transferência de mais-valor e superexploração da força de trabalho. Essa relação, no entanto, acontece em um movimento de tendência, que indica a especificidade da função da superexploração em economias dependentes.
- ItemA relação entre movimento feminista e partidos políticos de esquerda no Brasil, no contexto de acirramento da crise capitalista, 2008-2017(Universidade Federal do Espírito Santo, 2019-05-03) Pereira, Célia Barbosa da Silva; Ferraz, Ana Targina Rodrigues; Soto, Olga Perez; Alvaro, Mirla Cisne; Tatagiba, Luciana Ferreira; Moraes, Lívia de Cássia GodoiEste estudo analisa como tem se expressado a relação entre movimentos feministas e partidos políticos de esquerda no Brasil, no período entre 2008 a 2017, contexto de acirramento da crise capitalista mundial. A partir de um estudo de caso sobre a forma como essa relação tem sido construída por três movimentos feministas de expressão nacional, quais sejam: a Marcha Mundial das Mulheres (MMM), a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e o Movimento de Mulheres Camponesas (MMM), apontamos tendências contemporâneas apresentadas pelos movimentos feministas sobre suas relações políticas com os partidos de esquerda. Nossa hipótese era de que, no contexto de acirramento da crise capitalista, a relação entre movimentos sociais e partidos políticos do campo da esquerda estaria se fortalecendo, no sentido de uma maior aproximação indicando organicidade. Assim, tendo em vista as particularidades do cenário nacional, propomos a tese de que, no Brasil, a relação atual entre movimentos feministas e partidos políticos de esquerda sinaliza uma relação de novo tipo, baseada na compreensão dos movimentos sociais de que são sujeitos políticos e cumprem a mesma função dos partidos no direcionamento da luta política da classe trabalhadora. A pesquisa de natureza qualitativa utilizou-se de: levantamento bibliográfico para a construção do referencial teórico e compreensão histórica do objeto de estudo; pesquisa documental realizada em sites da MMM, da AMB e do MMC e entrevistas em profundidade realizadas com quatorze militantes de referência para esses movimentos, para coleta de dados; e análise do discurso para compreensão dos dados. Os resultados apontam para a sustentação da tese. Os movimentos estudados no contexto da crise capitalista aproximaram-se mais de partidos políticos do campo da esquerda, estabelecendo uma relação de organicidade, principalmente com a Consulta Popular e o Partido dos Trabalhadores. Essa relação é fundamentada na compreensão de que a transformação social só poderá ser levada a cabo por meio de luta antissistêmica que articule as dimensões do sexo, da raça/etnia e da classe. O mote sem feminismo não haverá socialismo indica o entendimento desses movimentos de que uma sociedade mais igualitária deve se alicerçar na luta pela emancipação da classe trabalhadora, mas também atentar para as especificidades da emancipação da mulher.
- ItemIntervenção pública e regime político no Brasil: entre 1995 e 2010(Universidade Federal do Espírito Santo, 2019-06-28) Dominczak, Pedro Rozales Rodero; Nakatani, Paulo; https://orcid.org/0000000216526598; http://lattes.cnpq.br/2175115564418325; https://orcid.org/0000-0002-5731-5308; http://lattes.cnpq.br/ 7352791512869177; Carcanholo, Marcelo Dias; https://orcid.org/0000-0002-3564-1276; http://lattes.cnpq.br/3147224818678935; Mello, Gustavo Moura de Cavalcanti; https://orcid.org/000000024281995X; http://lattes.cnpq.br/8149571973918042; Campos Junior, Carlos Teixeira de ; https://orcid.org/0009-0001-4781-2650; http://lattes.cnpq.br/1824084960858825; Bogo, Ademar; Gomes, HelderA tese defendida neste trabalho é: a partir do Plano Real, consolidou-se um novo modelo de intervenção pública no Brasil, resultado direto do impacto que a lógica do padrão financeiro de acumulação teve sobre o conjunto da economia e da sociedade brasileira. Parte-se do pressuposto de que a partir da década de 1970 houve uma mudança no padrão de acumulação no mundo, e a financeirização passou a submeter a lógica capitalista nas economias nacionais. No Brasil, a década de 1980 foi um período de crise entre dois padrões de acumulação, de transição do regime político e da fase ascendente do ciclo da luta de classes que se inicia no final do regime militar. A economia brasileira passou a ser impactada pela financeirização já na década de 1980, mas é sobretudo a partir dos anos 1990 que ela também alcança a intervenção pública. Assim, o problema que guiou esta tese foi: como a financeirização impactou a intervenção pública do período que vai do início da década de 1990 até o final do governo Lula, em 2010? O método empregado foi a pesquisa bibliográfica e análise de dados empíricos. A tese está dividida em duas partes contendo oito capítulos. Na primeira parte desenvolvem-se as categorias teóricas que sustentaram a tese: capital em geral, Estado, intervenção estatal, regime político e intervenção pública. Utilizou-se estas categorias sob a ótica da perspectiva teórica que ficou conhecida como “teoria da derivação”. Em seguida são destacados: (i) os aspectos principais do desenvolvimento da luta de classes ao longo do século XX; (ii) da evolução dos padrões de acumulação e; (iii) a relação de ambos com as mudanças no regime político e; (iv) na intervenção pública. Na segunda parte examina-se o objeto da tese, a partir da eleição de FHC, em 1995, até o final dos governos Lula, em 2010. Nas considerações finais, demonstra-se a tese a partir das conclusões e argumentos extraídos em cada um dos capítulos.
- ItemEntre a “cruz” e a "caldeirinha”: doses diárias de alienação nas comunidades terapêuticas religiosas(Universidade Federal do Espírito Santo, 2019-12-03) Bardi, Giovanna; Garcia, Maria Lucia Teixeira; https://orcid.org/0000000326729310; http://lattes.cnpq.br/3834218481612647; https://orcid.org/0000000347113814; http://lattes.cnpq.br/0297419505928490; Mariano, Ricardo; https://orcid.org/; http://lattes.cnpq.br/1796133639096827; Lima, Rita de Cassia Cavalcante; https://orcid.org/0000-0001-9918-7503; http://lattes.cnpq.br/7257538417951080; Gomes, Maria das Gracas Cunha; https://orcid.org/0000-0002-7632-0356; http://lattes.cnpq.br/6036055846414075; Leal, Fabiola Xavier; http://lattes.cnpq.br/4767058956645536Desde que surgiram no Brasil, as comunidades terapêuticas se expandem, ganham força política e acessam, cada vez mais, financiamento público. As suas configurações, ainda que heterogêneas, apontam para metodologias de trabalho religiosas com o intuito de promover uma transformação subjetiva-moral dos indivíduos acolhidos. A partir desse cenário, nosso objetivo geral foi analisar os aspectos de alienação presentes nos discursos dos sujeitos egressos de comunidades terapêuticas religiosas. Como objetivos específicos tivemos: debater a relação orgânica entre o capital e a política proibicionista; refletir sobre a categoria alienação; e caracterizar as comunidades terapêuticas no Brasil, destacando o processo entre religião e modelo de tratamento ofertado. Os dados foram obtidos por meio de 28 entrevistas com indivíduos egressos desses locais, a partir de indicações dos profissionais dos CAPS ad da região Metropolitana do Espírito Santo, e outros informantes-chave que não possuíam vínculo com os CAPS ad. Para a análise dos dados recorremos à Análise do Discurso. Os entrevistados produziram discursos que foram organizados em três grupos, a saber: uma parte (oito sujeitos) demonstrou aceitação dos ensinamentos religiosos acessados no interior das comunidades terapêuticas; outra parte (nove sujeitos) demonstrou uma recusa desses ensinamentos, com a elaboração de críticas aos métodos utilizados nas instituições e a defesa por um tratamento em liberdade; e, outra parte (onze sujeitos) apresentou tanto discordâncias como concordâncias com os preceitos religiosos. Os indivíduos que incorporaram aspectos da ideologia religiosa passaram a atribuir ao plano espiritual os acontecimentos de suas vidas. Os nossos entrevistados oscilaram entre a “cruz” – a incorporação da religião enquanto salvadora no trajeto de tratamento – e a “caldeirinha” – a incorporação da droga como sendo fruto da interferência do demônio em suas vidas e da demonização construída historicamente pela ideologia proibicionista. Concluímos que o discurso difundido pelas instituições religiosas no campo das drogas legitima o proibicionismo e oculta, por meio de um discurso individualizante (com as particularidades da religião), a dinâmica do capital que necessita de suas ideologias para alienar os seres humanos de ontem, de hoje e de amanhã. Além de não tratarem, as comunidades terapêuticas difundem um discurso baseado no efeito protetivo da religião contra o dito mal que, na verdade, tem a finalidade de mascarar o verdadeiro mal-estar da nossa civilização: a dinâmica do capital. Essa tese rejeitou, ao longo de suas páginas, a naturalização de práticas e teorias moralistas, conservadoras e autoritárias dominantemente presentes em nossa sociedade.
- ItemCOOPERATIVAS E TRANSIÇÃO SOCIALISTA: A EXPERIÊNCIA DAS COOPERATIVAS NÃO AGROPECUÁRIAS EM CUBA(Universidade Federal do Espírito Santo, 2020-02-28) Dardengo, Andre Moulin; Nakatani, Paulo; https://orcid.org/0000000216526598; http://lattes.cnpq.br/2175115564418325; https://orcid.org/; http://lattes.cnpq.br/; Pandolfi, Aline Fardin; https://orcid.org/; http://lattes.cnpq.br/; Carraro, Gissele; https://orcid.org/; http://lattes.cnpq.br/; Moraes, Livia de Cassia Godoi; https://orcid.org/; http://lattes.cnpq.br/6183475552707235; Moreira, Renata Couto; http://lattes.cnpq.br/2303257575161768; Soto, Olga PerezO objetivo desta tese, realizada a partir de uma investigação exploratória, é analisar o papel da forma de propriedade cooperativa no processo de transição socialista cubano, dando especial ênfase no período seguinte ao VI Congresso do Partido Comunista d
- ItemAVANCES Y BARRERAS ENFRENTADAS POR LAS ONGS EN LA CONSTRUCCIÓN DE UNA AGENDA DE ENFRENTAMIENTO AL VIH/SIDA EN BRASIL, PERIODO 2009-2019(Universidade Federal do Espírito Santo, 2020-12-18) Manrique, Walver David Villegas; Garcia, Maria Lucia Teixeira; https://orcid.org/0000000326729310; http://lattes.cnpq.br/3834218481612647; https://orcid.org/; http://lattes.cnpq.br/; Vieira, Ana Cristina de Souza; https://orcid.org/; http://lattes.cnpq.br/; Leal, Fabiola Xavier; https://orcid.org/; http://lattes.cnpq.br/4767058956645536; Moraes, Livia de Cassia Godoi; https://orcid.org/; http://lattes.cnpq.br/6183475552707235; Jr, Veriano de Souza TertoO objetivo desta tese é analisar os avanços e retrocessos enfrentados pelas ONGs na construção de uma agenda de prevenção para o enfrentamento do Hiv/Aids no Brasil, a partir da crise do capital, período 2009-2019. Para atingir o objetivo, realizamos uma
- ItemDAS JORNADAS DE JUNHO ÀS OCUPAÇÕES DAS ESCOLAS (2013-2016): REVOLTAS DA JUVENTUDE BRASILEIRA EM TEMPOS DE CRISE(Universidade Federal do Espírito Santo, 2021-02-02) Taquetti, Camila Lopes; Ferraz, Ana Targina Rodrigues; https://orcid.org/0000-0002-3679-8611; http://lattes.cnpq.br/0857410893866995; https://orcid.org/0000-0002-1300-9421; http://lattes.cnpq.br/6175452520260573; Pereira, Tatiana Dahmer; https://orcid.org/0000-0002-1096-8950; http://lattes.cnpq.br/2619212275317172; Jesus, Graziela Menezes de; https://orcid.org/0000-0002-3357-5551; http://lattes.cnpq.br/3256385201180019; Moraes, Lívia de Cássia Godoi; https://orcid.org/0000-0001-8284-6605; http://lattes.cnpq.br/6183475552707235; Groppo, Luís Antonio; https://orcid.org/0000-0002-0143-5167; http://lattes.cnpq.br/4667459802757846O principal objetivo desta pesquisa é analisar as formas de ação e organização política dos movimentos contestatórios urbanos da juventude brasileira que emergiram de forma particular com a explosão da onda nacional de revoltas composta pelas Jornadas de Junho de 2013 e Ocupações das Escolas ocorridas entre 2015 e 2016, no contexto de acirramento das crises, econômica e política, para verificar se esses movimentos se caracterizam pela reinvenção das expressões políticas de resistência social reveladas nas lutas antecedentes do século XX. Como objetivos específicos, buscou-se verificar: as condições sócio-históricas que possibilitaram a constituição e a ascensão desses movimentos urbanos; a configuração do Movimento Passe Livre (MPL) e do coletivo “O Mal Educado” (OME) em seus aspectos ideológicos, suas perspectivas político-organizativas e ações desenvolvidas; a relação e a interação do MPL e do OME junto aos movimentos sociais tradicionais de esquerda antes de 2013 e no processo de intensificação das lutas; a incidência desses coletivos autonomistas de São Paulo nas jornadas de junho e nas ocupações das escolas e, por fim, as formas de ação política utilizadas pelos movimentos urbanos da juventude para verificar se essas se caracterizam pela reinvenção de tendências político-organizativas reveladas nas lutas antecedentes no século XX. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, em que os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com ex-militantes do MPL e do OME, cujo conteúdo foi analisado à luz do arcabouço teórico que permeou a discussão da crise capitalista a partir do referencial marxista, além da perspectiva história das ações coletivas e das circunstâncias de revolta, com destacada atuação da juventude no mundo a partir da década de 1960 até a onda de rebeldias reativas à crise no início do século XXI. E, por fim, também situamos a discussão apontando a conjuntura brasileira impulsionadora da onda de revoltas da juventude entre 2013 e 2016, quando se revela em caráter nacional as tentativas de reinvenção das formas de ação e organização sociopolítica.
- ItemDo “choque de gestão” ao choque normativo reacionário” na política de assistência social (2003-2020): quando o novo não nasce e o velho não morre(Universidade Federal do Espírito Santo, 2021-03-29) Campos, Naara de Lima; Garcia, Maria Lucia Teixeira; https://orcid.org/0000000326729310; http://lattes.cnpq.br/3834218481612647; https://orcid.org/0000-0001-5314-3599; http://lattes.cnpq.br/9071629642010157; Couto, Berenice Rojas; http://lattes.cnpq.br/8049096413430157; Rizzotti, Maria Luiza Amaral; https://orcid.org/0000-0002-0382-6866; http://lattes.cnpq.br/2167759265699273; Leal, Fabiola Xavier; https://orcid.org/0000-0003-1309-0909; http://lattes.cnpq.br/4767058956645536; Silva, Jeane Andreia Ferraz; https://orcid.org/0000000184844611; http://lattes.cnpq.br/1191662939408746; Leite, Izildo Corrêa; http://lattes.cnpq.br/3736970415206276This thesis analyzes inflexion elements on the conception of the National Social Assistance Policy between 2003 and 2020 – Lula, Dilma, Temer and Bolsonaro governments –, elucidating whether and what were the continuities and ruptures on such policy. Our hypothesis is that the Unified Social Assistance System, on its implementation during the forementioned period, constituted a set of bills, decrees, norms and resolutions that, while altered during those 17 years, had the its conception evermore focused on poverty and extremely poverty as a technical, political and managerial strategy by the State, apparently attending to basic needs of the working class, but, contradictory and in its essence, obscures the production of inequalities, other than conceiving those as subjective and attributed to individuals, claiming as if they were their own responsibilities. Such trend can be characterized as a continuity of a conception from the 2000’s. The thesis we defend here is that the Social Assistance Policy from Lula and Dilma administrations were partially altered by Temer and Bolsonaro administrations, redefining actions, projects, programs and regulations, while using some of the previous administrations’ conceptual and ideological outlines, presenting continuities and ruptures, expressing what we call “normative reactionary impact”. In that perspective we explore the categories “State”, “social question” and “social policy”, on the light of the critical dialectical method. Regarding procedures, documental research was made through 1840 normative acts related to the specific regulation of social-assistential protection in Brazil from 2003 to September 2020. Data analyzing was made through categoric and theme-based content analysis, identifying the relation between the amount of content of administrative acts from the Unified Social Assistance System enacted by each administration in question; economic, political and ideological elements that worked as basis and background for building such policy; and the inflexion, continuities and ruptures on such policy during Lula, Dilma, Temer and Bolsonaro administrations. Results pointed out that there are two cycles on Social Assistance Policy: one that begins in 2003 and went until 2014, coinciding with the first acts of building the Unified Social Assistance System, still during Lula administration; and a second cycle that started in 2015 and persists, marking a period of economic and political crisis that afflicted the country since 2014. The first period comprises the so-called “impact management”, and took wide space in execution joined by many public actors. The second cycle, denominated by us as “normative reactionary impact” granted new elements to institutional architecture on Social Assistance. It regards the set of normative acts enacted, mostly after the judicial-parliamentary coup, bringing countless political, economic and social reforms with severe impact on working class. It takes place readily, with few or none opportunity for democratic discussion among evolved actors in the process, other than representing countless setbacks to what was once considered progressive within the Unified Social Assistance System. Normative acts from Temer and Bolsonaro administrations promoted ruptures on the consolidation of the Unified Social Assistance System, due to worsening technical process and services. Social assistance loses priority within state management, which can be noted by destructuring administrative organization of the former Ministry of Social Development and Fight Against Hunger, created in 2004, and made into Citizenship Ministry, merging former acts on Sports and Culture. We concluded that among Lula, Dilma, Temer and Bolsonaro administrations there are ruptures with the logic of the Unified Social Assistance System, as there are elements of continuity. Continuities and ruptures follow trends of setbacks on the conception of public and state social protection, conducted by normative and legislative maneuvers that compromise even civilizing conquests of the 1988 Constitution.